Fim de uma era: Google Assistant será removido dos celulares Android em setembro
O Google Assistant, assistente de voz que estreou em 2016 e se tornou onipresente em smartphones Android, alto-falantes inteligentes e dispositivos vestíveis, será oficialmente descontinuado em dispositivos móveis a partir de 4 de setembro de 2026. A partir dessa data, a única opção de assistente nos celulares Android será o Gemini — a aposta da empresa em IA generativa.
A mudança, confirmada pelo Google em comunicado oficial, marca o ponto final de uma transição que vem sendo preparada desde o lançamento do Gemini em 2023. Nos últimos dois anos, o Google vinha gradualmente reduzindo funcionalidades do Assistant em favor do Gemini, que oferece capacidades multimodais, raciocínio mais sofisticado e integração profunda com os apps do ecossistema Google.
O que muda na prática
Para a maioria dos usuários, a transição já vinha acontecendo de forma invisível. Desde 2025, o Gemini é o assistente padrão nos novos aparelhos Android. O que muda em setembro é que mesmo usuários que optaram por manter o Assistant clássico serão migrados automaticamente.
Entre as principais diferenças:
- Comandos de casa inteligente: o Gemini já controla dispositivos Google Home, mas alguns comandos específicos do Assistant (como rotinas personalizadas complexas) ainda estão em adaptação
- Modo offline: o Assistant funcionava parcialmente sem internet; o Gemini depende mais de conectividade para suas respostas generativas
- Integração com apps: o Gemini pode interagir diretamente com Gmail, Maps, Calendar e YouTube de forma mais contextual, mas perde algumas integrações de terceiros que o Assistant mantinha
O que fica e o que vai
O Assistant continuará funcionando em dispositivos que não são celulares — como o Google Nest Hub, Nest Mini e Google TV. A decisão de descontinuar apenas nos smartphones reflete a estratégia do Google de concentrar recursos no Gemini como plataforma principal de IA para o usuário móvel.
Para o Google, o movimento é tanto técnico quanto estratégico. Manter dois assistentes paralelos consome recursos de engenharia e confunde os usuários. Unificar tudo sob o Gemini permite que a empresa concentre seus esforços de pesquisa em um único produto — e, crucialmente, crie uma superfície onde a monetização por meio de assinaturas (Gemini Advanced) e publicidade contextual seja mais viável do que no Assistant tradicional.
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