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IA do Google corrigiu mais bugs no Chrome em 1 mês do que em 2 anos sem IA

Com ajuda do Gemini, Google corrigiu 1.072 falhas de segurança nas últimas versões do Chrome — mais que as 1.036 correções dos dois anos anteriores somados.

IA do Google corrigiu mais bugs no Chrome em 1 mês do que em 2 anos sem IA

IA do Google corrigiu mais bugs no Chrome em junho do que nos dois anos anteriores somados

O Google revelou nesta quinta-feira (30) um dado impressionante: com a ajuda de suas ferramentas internas de IA, a empresa corrigiu 1.072 falhas de segurança nas duas últimas versões do Chrome lançadas em junho — mais do que os 1.036 bugs corrigidos nas 23 versões anteriores, lançadas ao longo dos últimos dois anos.

Em outras palavras, um único mês com IA produziu mais correções do que dois anos sem ela. O dado foi divulgado como parte de um white paper da empresa sobre o uso de modelos de linguagem para encontrar e corrigir vulnerabilidades.

A previsão que virou realidade

Desde o surgimento dos LLMs, especialistas em cibersegurança alertavam que sistemas baseados em IA encontrariam um número exponencialmente maior de vulnerabilidades, forçando empresas de tecnologia a também usar IA para se antecipar aos atacantes. O gráfico publicado pelo Google mostra exatamente essa curva exponencial: as versões do Chrome saltaram de algumas dezenas de correções por ciclo para centenas.

Doug Turner, diretor de engenharia do Chrome, afirmou ao TechCrunch que os LLMs “mudaram fundamentalmente a economia da cibersegurança, transformando a descoberta de vulnerabilidades em uma operação automatizada em escala industrial”. Ele acrescentou que o uso de modelos como o Gemini permite “corrigir vulnerabilidades preventivamente, superando os adversários”.

Microsoft vê o mesmo fenômeno — Apple, não

O Google não está sozinho nessa tendência. A Microsoft anunciou no início do mês que corrigiu um recorde de 570 falhas de segurança em sua linha de produtos no “Patch Tuesday” de julho, também creditando o uso de IA para o salto nas correções.

Já a Apple não parece estar registrando o mesmo aumento exponencial. Segundo uma contagem independente, a empresa corrigiu 482 bugs em 2026 até agora — um número consistente com o ritmo de 2025 e também próximo do volume de 2015. Procurada pelo TechCrunch, a Apple não respondeu.

O cenário que se desenha é claro: a IA está mudando o jogo da segurança de software, e as empresas que a adotam estão descobrindo — e corrigindo — mais vulnerabilidades do que nunca. A pergunta agora é se o lado dos atacantes está acompanhando o mesmo ritmo.


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