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Salesforce e Nvidia anunciam Koa, modelo de raciocínio de CRM treinado no Nemotron 3 Super

Modelo de pesos abertos rodando na infraestrutura da Salesforce promete três vezes menos erros em tarefas de CRM.

Salesforce e Nvidia anunciam Koa, modelo de raciocínio de CRM treinado no Nemotron 3 Super

A Salesforce anunciou nesta terça-feira (15), durante o Dreamforce em San Francisco, o Koa — seu primeiro modelo de raciocínio para CRM, construído sobre o NVIDIA Nemotron 3 Super. O anúncio foi feito com Jensen Huang, CEO da Nvidia, no palco ao lado do CEO da Salesforce, Marc Benioff.

Treinado com 27 anos de dados de CRM

O Koa foi criado por meio de pós-treinamento do Nemotron 3 Super em um conjunto de dados sintéticos proprietário, derivado de quase três décadas de implantações corporativas de CRM. O treinamento usou fine-tuning supervisionado e aprendizado por reforço com as ferramentas NVIDIA NeMo RL, NeMo Gym e NeMo AutoModel, cobrindo cenários empresariais sintéticos em mais de 14 setores — incluindo manufatura, serviços financeiros, saúde e viagens.

Por ser um modelo de pesos abertos, a Salesforce conseguiu ajustá-lo e executá-lo inteiramente dentro da própria infraestrutura. “Nem um único byte de dados de clientes foi usado”, garantiu Rohan Kumar, presidente de plataforma e engenharia da Salesforce.

Resultados e disponibilidade

No CRM Bench, benchmark da Salesforce que reúne tarefas reais como atualizar uma oportunidade, rotear um caso ou agendar um acompanhamento, o Koa já iguala ou supera o desempenho dos modelos líderes em ações de CRM com três vezes menos erros.

O modelo já roda internamente na Salesforce, alimentando um agente de funcionários no Slack. A partir de outubro, entra em pilotos com clientes como modelo selecionável no Agentforce — começando por Formula 1, UChicago Medicine, Baxter Credit Union, 1-800Accountant, Engine e Xero. A disponibilidade geral está prevista para o inverno de 2026 nas regiões dos Estados Unidos.

A visão de Huang

Huang aproveitou o palco para defender uma visão otimista sobre a IA. “Com a eletricidade, pudemos alimentar tudo. Com a internet, podemos encontrar qualquer coisa. Agora, com a inteligência artificial como camada de infraestrutura em todo o planeta, podemos saber tudo e fazer qualquer coisa”, disse.

Ele também citou que os modelos abertos passaram de 30% no início do ano passado para cerca de 70% hoje, reforçando a aposta da Nvidia em um ecossistema em que cada empresa treina suas próprias IAs customizadas.


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