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Pesquisa Pew: maioria em 34 de 37 países teme que a IA destrua empregos nos próximos 20 anos

Pesquisa Pew com 42 mil pessoas em 37 países mostra que o medo do desemprego por IA domina quase todo o planeta, com Austrália e Coreia do Sul à frente.

Pesquisa Pew: maioria em 34 de 37 países teme que a IA destrua empregos nos próximos 20 anos

O medo global do desemprego causado por IA

Uma nova pesquisa do Pew Research Center revela a dimensão do pessimismo mundial em relação ao impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. O levantamento ouviu 42.151 pessoas em 37 países, entre 8 de fevereiro e 13 de maio, e o recado é claro: a maioria da população do planeta acredita que a IA vai destruir mais empregos do que criar.

Em 34 dos 37 países pesquisados, os entrevistados são mais propensos a acreditar que a IA levará à perda de postos de trabalho nos próximos 20 anos — e não à criação de novas vagas.

Os países mais preocupados

A apreensão é mais intensa justamente nas economias mais ricas. A Austrália lidera o ranking, com 76% dos entrevistados prevendo perda líquida de empregos, seguida de perto pela Coreia do Sul (76%) e pelos Estados Unidos (71%).

O resultado não surpreende quando colocado ao lado de declarações recentes de líderes do setor. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, por exemplo, alertou que a IA poderia eliminar metade dos empregos de colarinho-branco de nível inicial — justamente as posições que historicamente servem de porta de entrada para jovens profissionais.

Por que isso importa agora

A pesquisa foi realizada antes da onda mais recente de alertas apocalípticos sobre a tecnologia, o que torna o pessimismo capturado ainda mais significativo: não foi uma reação ao pânico das últimas semanas, mas uma avaliação mais fria e estrutural do que a IA representa para o trabalho.

Para o Brasil e demais países em desenvolvimento, o dado serve de alerta. A automação de tarefas cognitivas — antes restrita ao trabalho braçal — agora atinge diretamente funções administrativas, de atendimento e até criativas. A pergunta que fica é se a preparação da força de trabalho acompanhará a velocidade da tecnologia.



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