Menos transparência na poluição de data centers
No momento em que novos data centers enfrentam crescente oposição das comunidades vizinhas, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) está prestes a dificultar a participação pública sobre qualquer poluição que esses centros criem. A agência planeja descartar uma regra federal que exige notificação pública e oportunidade de comentário quando certas instalações industriais pedem licença de poluição do ar.
Defensores do meio ambiente alertam que a mudança permitiria que desenvolvedores de data centers — e outras indústrias — iniciem obras sem dar aos moradores locais qualquer aviso prévio. O processo, chamado New Source Review, está em vigor desde os anos 1970 e se aplica a uma ampla gama de instalações, de aterros sanitários e fábricas de papel a expansões de usinas de energia.
O papel da IA generativa
Com a ascensão da IA generativa, essas licenças viraram ponto de atrito para a oposição a novos data centers e às usinas construídas para fornecer eletricidade a tantos servidores. Em julho, a EPA anunciou que eliminaria o requisito federal de participação pública para um grande conjunto de poluidores e transferiria a responsabilidade para os estados.
O plano deixaria a cargo das agências estaduais e locais decidir se notificam ou não o público sobre novas fontes de poluição — e os críticos temem que muitas simplesmente abandonem o processo. A poluição do ar costuma ser regulada em nível federal justamente porque atravessa fronteiras estaduais.
Por que isso importa
A medida é mais um capítulo da tensão entre a expansão acelerada da infraestrutura de IA e os custos ambientais e sociais que ela impõe às comunidades vizinhas. Para quem acompanha a regulação de data centers, o sinal é claro: o ritmo de construção está sendo priorizado sobre o direito de participação pública.
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