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Califórnia endurece regras sobre energia e água de data centers de IA

Califórnia assina sete leis para impedir que data centers de IA repassem custos de energia e água aos moradores.

Califórnia endurece regras sobre energia e água de data centers de IA

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou um pacote de sete leis para impedir que os data centers de inteligência artificial repassem os custos de energia elétrica e água aos moradores do estado. A medida responde ao crescimento acelerado dessas instalações, que hoje competem por rede elétrica e recursos hídricos em um estado que enfrenta secas recorrentes.

O que muda na prática

O pacote de leis exige que a California Public Utilities Commission crie uma nova classificação tarifária específica para data centers, obrigando-os a pagar pelas atualizações das redes de energia e dos sistemas de água locais.

Outras leis do pacote determinam que os data centers propostos divulguem às autoridades locais a estimativa de consumo de água, além de informações sobre eficiência energética e planejamento para secas. Eles também precisarão cumprir requisitos mínimos de consumo de energia, água e combustível antes de se qualificarem para um processo de aprovação simplificado.

O pano de fundo

O movimento acontece uma semana depois de Newsom assinar uma ordem executiva para acelerar a criação de um “kill switch” (interruptor de emergência) de IA — sinal de que o estado tenta equilibrar a atração de investimentos em tecnologia com a proteção de sua infraestrutura e população.

Na prática, a Califórnia, sede das principais empresas de IA do mundo, vira o primeiro grande laboratório regulatório dos EUA para o custo ambiental dos data centers.

O recado político

Newsom foi explícito sobre o contraste com o governo federal: “Enquanto a administração Trump caminha para a desregulamentação, as comunidades ficam com as consequências — maior demanda de eletricidade, restrições de rede, uso de água e poluição.”

“Com essas leis, garantimos que os californianos permaneçam no controle — e que aqueles que lucram com os data centers não o façam às nossas custas”, completou.

Para o Brasil, que começa a receber seus primeiros grandes data centers de IA, o caso californiano serve de referência sobre como regular a infraestrutura sem afugentar o investimento — um dilema que deve chegar ao debate público brasileiro nos próximos anos.


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Sobre o autorRedação Noticiai

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