A Venice AI, plataforma de IA com foco em privacidade que oferece acesso a mais de 200 modelos, acaba de se tornar um unicórnio. A startup levantou US$ 65 milhões em Série A com valuation de US$ 1 bilhão, em sua primeira captação externa. A rodada foi liderada pela Dragonfly, com participação de Coinbase Ventures, North Island Ventures e outros.
Tração impressionante em dois anos
Com apenas dois anos de operação, a Venice AI já acumula mais de 850.000 visitantes únicos em seu site, atende mais de 3 milhões de usuários ativos e processa uma média de 1,7 milhão de chamadas de API por dia. A empresa já é lucrativa, com receita anualizada (ARR) superior a US$ 70 milhões.
Privacidade como diferencial competitivo
Fundada por Erik Voorhees — early adopter do Bitcoin e fundador da ShapeShift e Satoshi Dice — a Venice se posiciona como uma plataforma “sem censura” que prioriza a privacidade do usuário. Todo input é criptografado no cliente, roteado por um proxy externo antes do processamento, e nenhum dado é armazenado nos sistemas da Venice. A empresa também oferece criptografia ponta a ponta em alguns modelos para assinantes.
Voorhees defende que a plataforma funciona como uma “ferramenta neutra”, comparando o princípio ao do Bitcoin: “Acho bastante perigoso, do ponto de vista de segurança, que o mundo entre nessa próxima fase e todo mundo seja constantemente vigiado. Para mim, isso é muito mais perigoso do que qualquer pessoa fazendo uma pergunta controversa.”
Modelo de tokens com criptomoedas
A Venice lançou dois tokens: VVV (janeiro de 2026) e DIEM (agosto de 2025). Usuários podem comprar VVV, fazer staking para gerar DIEM, e cada DIEM produz o equivalente a US$ 1 em créditos de IA por dia. No entanto, apenas 8% dos usuários pagam com cripto — a maioria usa métodos de pagamento tradicionais.
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