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Wispr capta US$ 280 milhões com avaliação de US$ 2 bilhões para ir além do ditado

Startup de ditado por voz levanta Série B de US$ 280 milhões e avaliação de US$ 2 bilhões, e aposta em reuniões e no novo modelo Canto.

Wispr capta US$ 280 milhões com avaliação de US$ 2 bilhões para ir além do ditado

De ferramenta de ditado a plataforma de voz e reuniões

A Wispr, startup conhecida pela ferramenta de ditado por voz com IA, anunciou nesta segunda-feira (17) uma rodada Série B de US$ 280 milhões liderada pela Menlo Ventures, que avalia a empresa em US$ 2 bilhões. Com o aporte, a companhia soma US$ 361 milhões captados até agora — e a última rodada aconteceu há menos de dez meses.

O novo capital chega num momento em que a empresa tenta ir além do ditado. A Wispr lançou recentemente um tomador de notas para reuniões, colocando-a em rota de colisão com nomes como Granola, Fireflies e Read AI. Além disso, vem fechando parcerias com fabricantes de hardware — como o anel Oasis — para permitir que usuários ditem sem precisar falar alto.

Novo modelo Canto para reverter queda de qualidade

Junto com a notícia do financiamento, a Wispr anunciou o lançamento de um novo modelo de compreensão de fala chamado Canto. Nas últimas semanas, diversos usuários reclamaram de uma queda na qualidade do ditado do Wispr Flow. Segundo a empresa, o Canto deve reduzir a taxa de erros de 30% para menos de 10%.

Desde novembro, a Wispr lançou seu app de ditado no Android e ampliou as equipes de go-to-market em regiões como Índia e Reino Unido. No mês passado, anunciou também o Wispr Interface Labs, sob a liderança de Ariya Rastrow — um dos responsáveis pela Alexa da Amazon em seus primeiros anos — para explorar novas interfaces de interação humano-computador.

Competição crescente no mercado de ditado

O aporte acontece em meio a uma concorrência cada vez mais intensa no espaço de ditado por voz, com apps como Willow, Monologue, Aqua e Superwhisper, além de desenvolvedores criando ferramentas gratuitas ou mais baratas para prosumidores. A rodada também contou com a participação de investidores existentes — como Notable Capital, NEA, Neo Ventures, 8VC e MVP Ventures — e novos, incluindo Acrew, Forerunner, Goodwater, Peak XV, Together Fund e PLUS Capital.

Para o mercado brasileiro, o movimento é um sinal de que a interação por voz com IA está deixando de ser nicho: à medida que modelos de fala ficam mais baratos e precisos, ferramentas de ditado, transcrição de reuniões e anotações automáticas tendem a se tornar commodities — e a disputa se desloca para quem consegue transformar voz capturada em ações concretas, como atualizar documentos ou rascunhar e-mails.



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