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Tidal não pagará royalties por músicas geradas por IA, mas não as banirá totalmente

Tidal anuncia que não pagará royalties por músicas 100% geradas por IA a partir de hoje e rotulará esse conteúdo a partir de 15 de julho, mas não banirá completamente as faixas sintéticas da plataforma.

Tidal não pagará royalties por músicas geradas por IA, mas não as banirá totalmente
Imagem de apoio. Fonte: The Verge.

O Tidal anunciou nesta segunda-feira (29) sua nova política para músicas geradas por inteligência artificial. Em vez de banir completamente o conteúdo, a plataforma de streaming decidiu desmonetizá-lo — faixas 100% criadas por IA não gerarão royalties a partir de hoje — e rotulá-lo com um ícone específico a partir de 15 de julho.

Desmonetização, não banimento

“A prioridade do Tidal é garantir que os royalties vão para obras originais diretamente produzidas, escritas e executadas por pessoas”, declarou a empresa. “Portanto, não atribuiremos conscientemente royalties a músicas que identificarmos como totalmente geradas por IA.”

A plataforma não especificou quais ferramentas de detecção está usando, mas afirmou que, conforme essas ferramentas se tornarem mais confiáveis, pretende estender a rotulagem para conteúdos “substancialmente gerados por IA”. O Tidal também pressionará distribuidores de conteúdo a rotular adequadamente músicas com IA.

Medidas anti-fraude

A partir de meados de julho, o Tidal removerá ou bloqueará músicas de IA associadas a atividades fraudulentas: conteúdo projetado para enganar ouvintes, uploads em alto volume que interfiram com artistas autênticos ou “padrões incomuns de streaming”. A regra se aplica a qualquer ferramenta generativa que “explore a música, nome ou imagem de um indivíduo ou grupo, engane ouvintes ou diminua a qualidade do serviço”.

Cenário competitivo

O Tidal não está sozinho nessa frente. Em abril, o Spotify lançou um programa de verificação que concede selo verde a artistas confirmados como pessoas reais, excluindo perfis que publicam majoritariamente conteúdo de IA. O Deezer desenvolveu detectores próprios para identificar músicas totalmente geradas por IA no upload e reduzir sua visibilidade, além de oferecer um site onde usuários podem escanear playlists de outras plataformas.

A abordagem do Tidal — desmonetizar sem banir — é pragmaticamente distinta: reconhece a dificuldade de bloquear totalmente o conteúdo de IA sem falsos positivos, mas remove o incentivo econômico para a produção em massa de música sintética.


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