Inteligência artificial, sem ruído.
Infraestrutura2 min

TerraPower usa armazenamento de energia para vencer a corrida nuclear dos data centers de IA

Startup de Bill Gates planeja o primeiro data center com reator Natrium e sal fundido para estocar energia excedente. Meta já fechou compra de oito usinas da empresa.

TerraPower usa armazenamento de energia para vencer a corrida nuclear dos data centers de IA

As startups de energia nuclear vêm se posicionando como o antídoto para o maior gargalo dos data centers de IA: energia que esteja sempre disponível. A TerraPower, fundada por Bill Gates, é a mais recente a entrar nessa disputa — e tem uma carta na manga que a diferencia dos concorrentes.

Segundo a Bloomberg, a empresa planeja anunciar ainda neste ano seu primeiro projeto de data center. O cliente não foi revelado, mas em janeiro a TerraPower já havia anunciado que a Meta concordou em comprar oito de suas usinas Natrium.

A vantagem estratégica: armazenamento de energia

Nem todo reator nuclear é adequado para atender data centers, mas a TerraPower tem uma vantagem-chave: armazenamento de energia. E isso, curiosamente, vem das fontes renováveis, como eólica e solar.

Reatores nucleares trabalham melhor operando em potência máxima — e, de fato, a energia nuclear tem o maior fator de capacidade entre todas as fontes: 92,5% do tempo, as usinas americanas geram na capacidade máxima. O problema é que os reatores existentes são lentos para aumentar ou reduzir a produção.

É aí que entra o design da TerraPower: o reator Natrium acopla um sistema de armazenamento térmico em sal fundido, que permite ao reator seguir rodando a plena carga e estocar o excedente de energia. Quando o data center precisa de um pico de demanda — ou quando o sol e o vento não estão disponíveis — a energia armazenada é liberada rapidamente.

A corrida nuclear da IA

O projeto de data center da TerraPower, com expectativa de início de obras em 2027, seria a segunda usina da empresa — a primeira já está em construção no Wyoming. A aposta é clara: com a demanda por computação de IA explodindo, quem conseguir entregar energia firme, limpa e flexível terá papel central na infraestrutura da próxima década.

Para o Brasil, o movimento serve de referência: o país discute como atender ao crescimento da demanda elétrica dos data centers sem sacrificar a matriz limpa. Soluções que combinam geração firme com armazenamento — nuclear ou não — estão no centro desse debate.


Descubra mais sobre noticiAI

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

R
Sobre o autorRedação Noticiai

Equipe editorial dedicada a explicar inteligência artificial com clareza, independência e contexto.