Do zero a US$ 2,5 bilhões em um verão
A Instinct, startup fundada no ano passado e comandada por um jovem de 23 anos, conseguiu surfar a onda de entusiasmo com a IA para chegar a uma avaliação gigantesca em poucos meses. A companhia, que oferece um assistente de IA que vem encantando os primeiros usuários, disse ao Wall Street Journal na quarta-feira ter levantado US$ 250 milhões em uma rodada Série B.
A nova rodada eleva o total captado pela startup para US$ 350 milhões e dá à empresa uma avaliação de US$ 2,5 bilhões. O aporte foi coliderado por Index Ventures e Benchmark, segundo o jornal.
O que a Instinct faz
Oferecida pela empresa Spear Street Technology e liderada pelo fundador Noah Shinn, a Instinct é um agente que, segundo a companhia, consegue organizar a sua vida. O usuário conecta o assistente aos seus aplicativos e dispositivos e pode se comunicar com ele por mensagens de texto e ligações.
Estou empolgado com tudo o que nossos primeiros usuários estão fazendo com a Instinct, escreveu Shinn em uma publicação na quarta-feira. Eles nos contaram que planejaram viagens de carro pelo país, compraram compras semanais e ingressos de shows, e cancelaram centenas de dólares em assinaturas. Alguém está até planejando o casamento com a Instinct.
Entusiasmo e controvérsia
A Instinct mantém um site deliberadamente simples e ainda está em beta privado. Mas o crescimento rápido já veio acompanhado de controvérsia por questões de privacidade. Na internet, usuários se preocuparam com as permissões excessivamente generosas que o app exige, além dos termos de uso que incomodaram por seu potencial invasivo.
O caso ilustra um padrão recorrente no setor: agentes de IA que prometem assumir tarefas reais da vida — de compras a reservas — precisam de acesso profundo a dados e contas. O que gera tração imediata também acende o debate sobre limites de privacidade e consentimento.
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