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Salesforce e Nvidia lançam Koa, modelo de raciocínio open-weight para empresas

Koa é o primeiro modelo de raciocínio da Salesforce, construído sobre o Nemotron da Nvidia, para vendas e atendimento com dados sintéticos.

Salesforce e Nvidia lançam Koa, modelo de raciocínio open-weight para empresas

O que é o Koa

O Koa foi uma das grandes novidades da Dreamforce, a conferência anual da Salesforce. É o primeiro modelo de raciocínio da empresa, construído sobre o Nemotron, o modelo de pesos abertos da Nvidia. As duas companhias trabalharam juntas no pós-treinamento para especializar o Koa em tarefas de vendas, marketing e atendimento ao cliente.

O lançamento expõe uma divergência crescente entre o que o mundo corporativo precisa e o que os grandes laboratórios de IA oferecem. Os laboratórios proprietários preferem que as empresas enviem arquivos, código, prompts e feedback diretamente para seus modelos — e paguem milhões por isso. O Koa, ao contrário, nasce como uma alternativa de pesos abertos, treinada para tarefas específicas de trabalho em vez de resolver problemas matemáticos impossíveis.

Por que as empresas devem se importar

A Salesforce destaca vantagens práticas do modelo para seus clientes corporativos:

  • Sem dados reais de clientes: o Koa não ingeriu nenhum dado real de clientes, portanto não pode vazá-lo — o treinamento usou dados sintéticos que imitam padrões de atendimento.
  • Menos tokens, menos custo: o modelo foi projetado para consumir menos tokens ao realizar o mesmo trabalho, reduzindo o gasto com IA.
  • Roteamento inteligente: ele pode ser acionado automaticamente por um “gateway” de IA conforme a necessidade de cada requisição.
  • Governança embutida: segue os requisitos de dados e segurança já configurados na Salesforce.

Antes do Koa, quando um agente da plataforma Agentforce precisava raciocinar sobre uma tarefa longa ou de múltiplas etapas, a solicitação era roteada para um modelo de fronteira como Claude ou ChatGPT. Agora, boa parte desse trabalho pode ser resolvida internamente.

O argumento da “IA soberana”

“Sempre quisemos treinar nosso próprio modelo de nível corporativo, mas o desafio sempre foi a falta de um modelo-base pré-treinado para começar”, explicou Jayesh Govindarajan, vice-presidente executivo de IA da Salesforce. “Até o Nemotron chegar, não havia um modelo pré-treinado americano soberano que fosse estado da arte e tivesse proveniência clara de dados. Não temos ideia do que o Qwen treina”, completou, referindo-se ao popular modelo chinês de pesos abertos da Alibaba.

Kari Ann Briski, vice-presidente de software de IA generativa para empresas da Nvidia, resumiu a aposta em três pontos: “IA soberana, tempo até o primeiro token e raciocínio eficiente”.

Vale notar que a Salesforce não está abandonando Anthropic ou OpenAI. A companhia anunciou em paralelo uma parceria com a Anthropic chamada ClaudeForce, que permite usar o Claude como interface de IA mantendo os dados no sistema de registros da Salesforce.



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