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Robô quadrúpede explora cinco andares subindo escadas em teste real

Sistema RAEM combinou tomografia local e mapas 3D para exploração multi-andar, superando TARE, FAEL e HPHS em simulação e no mundo real.

Robô quadrúpede explora cinco andares subindo escadas em teste real

Um sistema robótico quadrúpede foi reportado explorando uma escadaria do primeiro ao quinto andar, subindo quatro lances consecutivos de escada em canto, em uma demonstração no mundo real. O mesmo sistema, chamado RAEM, alcançou exploração estável e exaustiva em 20 testes independentes de simulação. O artigo é um pré-print do arXiv (2608.25366v1, cs.RO, de 26 de agosto de 2026) e descreve uma estrutura para exploração multi-andar com um robô quadrúpede, combinando comparações no Gazebo com testes selecionados no mundo real.

Um mapa em camadas para um robô em movimento

O RAEM combina tomografia local — uma forma de representar o espaço 3D próximo a partir de varreduras — com mapas de grade 3D categorizados e um grafo global com consciência de elevação. Inclui ainda alinhamento ao centro da escada e busca dupla de caminhos, formando uma arquitetura híbrida local-global.

O trabalho computacional é dividido entre o processador gráfico e o processador central do robô. A paralelização em GPU cuida da tomografia local, dos mapas de grade 3D e da geração de obstáculos por fatias, enquanto a CPU mantém a grade de ocupação usada para identificar fronteiras de exploração.

A simulação testou o alcance multi-andar

Na simulação, a avaliação usou o Gazebo em um laptop e um quadrúpede Unitree A1 equipado com um LiDAR Mid-360. A comparação incluiu TARE, FAEL, HPHS e RAEM, cada um executado 20 vezes em cada ambiente a partir da mesma posição inicial. Os resultados das linhas de base foram diferentes do resultado multi-andar do RAEM: TARE e FAEL completaram apenas o primeiro andar em todas as cenas, e o HPHS não concluiu de forma estável o primeiro andar em duas cenas e não teve nenhuma tentativa bem-sucedida na quarta.

Nas cenas de 1 a 4, os tempos médios de exploração do RAEM foram de 174, 270, 670 e 477 segundos, com distâncias médias de trajetória de 137, 195, 416 e 322 metros. São resultados descritivos, não uma estimativa estatística de desempenho. Ainda assim, demonstram que a exploração autônoma de ambientes verticais — um dos grandes desafios para robôs móveis em prédios — começa a sair do laboratório.


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