Inteligência artificial, sem ruído.
Infraestrutura2 min

Operadora da maior rede elétrica dos EUA ameaça cortar energia de data centers

A PJM Interconnection poderá cortar energia de grandes data centers para evitar apagões em massa. Demanda de eletricidade deve crescer 38% até 2035.

Operadora da maior rede elétrica dos EUA ameaça cortar energia de data centers

Operadora da maior rede elétrica dos EUA ameaça cortar energia de data centers

A PJM Interconnection, operadora da maior rede elétrica dos Estados Unidos — que atende 65 milhões de pessoas em 13 estados — anunciou que poderá cortar temporariamente o fornecimento de energia para grandes data centers a partir do próximo ano, como medida de último recurso para evitar apagões em massa.

A decisão, reportada pela primeira vez pelo TechCrunch, marca uma escalada significativa na tensão entre a expansão acelerada da infraestrutura de IA e a capacidade limitada das redes elétricas. A PJM prevê que a demanda de eletricidade em sua região cresça 38% até 2035, impulsionada principalmente por data centers.

Por que isso importa agora

Em 2026, os data centers já consomem cerca de 4% da eletricidade total dos EUA, e projeções do DOE indicam que esse número pode chegar a 12% até 2028. O problema não é apenas de capacidade de geração, mas também de transmissão: conectar um novo data center à rede pode levar de 3 a 7 anos nos EUA.

A PJM está implementando um sistema de “corte de carga de emergência” (emergency load shedding) que prioriza hospitais, serviços de emergência e residências sobre instalações comerciais de grande porte. Data centers, que frequentemente operam com contratos de energia interruptível (interruptible power), seriam os primeiros afetados.

Impacto no setor de IA

Para o setor de IA, a implicação é direta: treinamento de modelos grandes e inferência em escala exigem disponibilidade contínua de energia. Cortes programados — mesmo que raros — forçam as empresas a investir em geração própria (solar + baterias, turbinas a gás) e em redundância geográfica, distribuindo cargas entre múltiplas regiões.

Empresas como Microsoft, Google e Amazon já estão investindo bilhões em parcerias com concessionárias e em pequenas usinas nucleares modulares (SMRs) para garantir energia dedicada. Para startups menores, o cenário é mais preocupante: a competição por conexões de rede confiáveis pode se tornar uma barreira de entrada tão relevante quanto o acesso a GPUs.



Descubra mais sobre noticiAI

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

R
Sobre o autorRedação Noticiai

Equipe editorial dedicada a explicar inteligência artificial com clareza, independência e contexto.