A OpenAI está prestes a entrar no mercado de hardware com um dispositivo que promete ser mais ambicioso do que qualquer smart speaker já lançado. Segundo reportagem da Bloomberg, o primeiro aparelho da empresa será um alto-falante inteligente sem tela, equipado com câmera e sensores para “entender” o ambiente ao redor — e deve ser anunciado ainda este ano.
O que sabemos até agora
O dispositivo usará o GPT-Live, o modelo de voz atualizado que a OpenAI anunciou na semana passada, para conversas naturais por voz. Diferente de uma Echo ou Nest tradicional, o aparelho terá elementos mecânicos que se movem sozinhos — uma tentativa de criar uma conexão mais humana com os usuários, como se fosse uma “manifestação física do ChatGPT”, nas palavras da Bloomberg.
Segundo as fontes, o dispositivo contará com:
- Bateria recarregável para uso portátil
- Controles de casa inteligente
- Reprodução de mídia
- Respostas a perguntas e mensagens
- Câmera e sensores para reconhecer objetos e pessoas próximas
O plano de hardware da OpenAI
O alto-falante é apenas a ponta do iceberg. A Bloomberg reporta que a OpenAI tem aproximadamente cinco dispositivos em desenvolvimento, com o primeiro previsto para chegar ao mercado em 2027. Para liderar essa investida, a empresa conta com ninguém menos que Jony Ive, o lendário ex-designer da Apple, após a aquisição de quase US$ 6,5 bilhões da sua empresa de design, a io Products.
Enquanto isso, a OpenAI também está prestes a lançar o Codex Micro, um gadget criado em parceria com a Work Louder, com lançamento previsto para 15 de julho de 2026.
Contexto: a disputa judicial com a Apple
A notícia do hardware chega em um momento delicado. Na semana passada, a Apple entrou com um processo contra a OpenAI, acusando a empresa de roubo de segredos de hardware. A OpenAI respondeu na terça-feira afirmando que “não tem conhecimento de qualquer evidência de que esta queixa tenha mérito”.
Por que isso importa
Este movimento coloca a OpenAI em rota de colisão direta com Amazon, Google e Apple no mercado de assistentes domésticos — um setor onde essas gigantes já têm anos de vantagem. A diferença é que a OpenAI está apostando na experiência conversacional como diferencial, usando seus modelos de linguagem como núcleo do produto, em vez de tratar a IA como um recurso secundário do hardware.
Se o dispositivo cumprir o que promete — uma interação verdadeiramente natural, multimodal e com “presença física” — pode redefinir o que esperamos de um assistente doméstico.
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