O que é o novo Data agent
A OpenAI anunciou o Data agent, um novo recurso do ChatGPT Work que conecta o assistente diretamente aos dados da sua empresa. Em vez de esperar um relatório pronto ou pedir para outra pessoa rodar a análise, qualquer colaborador pode fazer uma pergunta em linguagem natural e receber uma resposta fundamentada nos dados atuais.
O agente investiga o que mudou, gera visualizações e monta dashboards interativos que podem ser compartilhados com o time. Tudo em uma única conversa — sem escrever consultas SQL nem aprender uma nova ferramenta de BI.
Quais fontes de dados ele suporta
O Data agent conecta-se a fontes aprovadas pelo administrador, incluindo Amazon Redshift, Datadog, Google BigQuery, ClickHouse, Databricks, MongoDB e Snowflake, entre outras. Também incorpora arquivos e documentos do Google Drive e do SharePoint na análise.
Para interpretar os dados corretamente, o agente usa os termos de negócio, as definições de métricas, os cálculos personalizados e os relacionamentos da própria organização. Esse contexto vem de camadas semânticas como Databricks Genie Ontology, dbt, GitHub e Snowflake Horizon, além de dashboards de BI já existentes.
Os administradores controlam quais conexões estão disponíveis e quais perfis podem usá-las. As consultas respeitam as permissões da conta conectada, incluindo restrições de tabela, linha e coluna.
De pergunta a ação
Além de analisar, o agente permite:
- Fazer perguntas de acompanhamento e revisar a evidência por trás de cada conclusão
- Transformar a análise em um dashboard interativo com visualizações embutidas
- Conectar-se a ferramentas de BI como Tableau, Power BI, Sigma, ThoughtSpot, Omni e Oracle BI
- Recomendar os próximos passos e enviar os resultados por Slack ou e-mail
Por que isso importa agora
A OpenAI afirma que quase toda a sua equipe de produto e mais de dois terços do time de go-to-market já usam agentes de dados internamente. Empresas como NTT Data, Thermo Fisher e ServiceTitan participaram do programa Alpha e relatam que profissionais não técnicos conseguiram criar e atualizar os próprios dashboards apenas descrevendo o que precisavam.
O movimento pressiona as plataformas tradicionais de BI: a barreira do “saber escrever consulta” deixa de ser pré-requisito para extrair valor dos dados. Para o mercado brasileiro, onde a escassez de analistas é um gargalo real em pequenas e médias empresas, a promessa de democratizar a análise sem nova contratação é o ponto mais relevante do anúncio.
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