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NVIDIA apresenta NVLink Fusion e memória NVHBM para acelerar data centers de IA

NVIDIA detalha a memória de alta largura de banda NVHBM e o NVLink Fusion: até 30% mais desempenho por acelerador personalizado e 15% menos consumo de energia em data centers.

NVIDIA apresenta NVLink Fusion e memória NVHBM para acelerar data centers de IA

A NVIDIA apresentou nesta semana o NVLink Fusion e a NVHBM, sua nova memória de alta largura de banda sob medida, como resposta direta à corrida dos grandes provedores de nuvem por aceleradores de IA próprios. O anúncio mira um problema concreto: chips personalizados — os chamados XPUs — precisam de memória capaz de alimentar modelos cada vez maiores e cargas de trabalho de raciocínio sem virar gargalo.

Por que isso importa agora

Hyperscalers e empresas nativas de IA estão deixando de comprar apenas GPUs prontas e passando a desenvolver aceleradores sob medida. O gargalo, porém, não está só no silício: está na memória e na infraestrutura que conecta tudo em escala. É exatamente esse o território que a NVIDIA quer consolidar com o NVLink Fusion — a camada de escala (scale-up e scale-out) combinada à arquitetura rack-scale MGX.

O que a NVHBM entrega na prática

Os números divulgados pela NVIDIA são expressivos. A NVHBM oferece até 30% mais largura de banda de memória por stack em comparação com o padrão HBM4e, o que melhora a utilização do acelerador em cargas que dependem intensamente de memória. Ela também reduz a área de PHY e suporte em até 67%, liberando até 30% mais silício para computação no die principal.

No quesito energia — hoje o maior custo operacional de um data center de IA — a NVHBM consome 15% menos energia que a HBM4e padrão. Segundo a NVIDIA, essa folga térmica e de potência permite acomodar até 15 mil XPUs adicionais em um data center de 1 gigawatt usando aceleradores de 2.000W.

Resultado combinado

Ao combinar NVLink Fusion e NVHBM, a empresa projeta um ganho de 30% de desempenho ponta a ponta por XPU, somando as melhorias de largura de banda, área e energia em escala de rack. Para o mercado brasileiro, onde a discussão sobre soberania e custo de computação avança, o movimento sinaliza que a infraestrutura de IA seguirá se especializando em hardware dedicado — e que a memória virou campo de batalha estratégico.



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