A Proton lançou o Lumo 2.0, uma grande atualização do seu chatbot de IA focado em privacidade. A nova versão adiciona reconhecimento e geração de imagens, modo de pensamento (thinking mode) para problemas complexos, e memória persistente nos Projetos — tudo mantendo a arquitetura de criptografia zero-access que impede até mesmo a Proton de acessar o conteúdo das conversas.
O que há de novo no Lumo 2.0
A atualização traz três grandes novidades. Primeiro, capacidades multimodais: usuários agora podem fazer upload de imagens para o Lumo analisar ou editar, e o chatbot também gera imagens a partir de prompts de texto. Segundo, um modo de pensamento que ativa raciocínio mais profundo para perguntas complexas — similar ao que OpenAI e Anthropic oferecem em seus modelos mais avançados. Terceiro, memória persistente controlada pelo usuário nos Projetos, permitindo que o Lumo lembre preferências entre sessões.
A Proton afirma que o Lumo 2.0 responde até 76% mais rápido que a versão anterior na maioria das consultas. “O Lumo 2.0 foi reengenhado do zero e a introdução do modo de pensamento lhe dá novas capacidades poderosas”, disse Andy Yen, fundador e CEO da Proton. “O Lumo 2.0 demonstra que os usuários não precisam mais escolher entre capacidades poderosas de IA e proteções de privacidade significativas.”
O diferencial de privacidade
Enquanto ChatGPT, Gemini e Claude competem em capacidades, a Proton aposta na privacidade como vantagem competitiva real. O Lumo usa criptografia zero-access: dados são criptografados em trânsito e em repouso, acessíveis apenas pelo usuário. A empresa afirma que nenhum log de sessão é retido no servidor — ninguém na Proton pode ver o conteúdo das conversas. E, crucialmente, a Proton promete nunca usar dados de clientes para treinar IA ou compartilhá-los com terceiros.
Na prática, a versão pública gratuita do Lumo oferece funcionalidade comparável a outros chatbots principais em termos de qualidade de resposta, com aproximadamente o mesmo nível de detalhe e contexto. As versões pagas (Plus e Professional) oferecem mais acesso e recursos.
O contexto competitivo
A Proton está se posicionando como alternativa para usuários e empresas que querem usar IA generativa sem entregar seus dados para OpenAI, Google ou Anthropic. É um nicho real: setores regulados como saúde, finanças e direito frequentemente não podem usar chatbots convencionais por questões de compliance. O Lumo oferece um caminho para essas organizações adotarem IA mantendo controle sobre os dados.
A grande incógnita é o desempenho real do modo de pensamento — a Proton não especificou qual modelo está por trás do Lumo nem publicou benchmarks comparativos. Sem transparência sobre o modelo subjacente, fica difícil avaliar se o Lumo compete em qualidade de raciocínio ou apenas em privacidade.
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