Com o iOS 27, a Apple revira a aposta na assistente digital e a relança como Siri AI — novo nome e um conjunto de capacidades que aproximam a Siri de rivais como Claude, Gemini e ChatGPT. Os novos recursos chegam para quem tem iPhone 15 Pro ou posterior (o processamento exige o silício mais recente).
Contexto pessoal, tudo no dispositivo
Quando o Siri AI chegar, ele passa um tempo indexando o conteúdo do iPhone: mensagens, e-mails, calendários e o que mais estiver armazenado — tudo mantido no dispositivo, sem envio à Apple. Isso permite perguntas naturais como “que dia é minha avaliação de desempenho?” ou “onde eu disse que encontraria minha mãe?”, com respostas personalizadas baseadas no que já está nos seus apps. O mesmo vale para fotos e vídeos: dá para pedir “mostre todas as fotos do meu cachorro” direto no app Fotos.
Entender o que está na tela
O Siri AI sabe o que você está vendo. Em vez de tirar um print e entregar à Siri, agora basta perguntar: resumir o texto da tela no Safari, identificar um monumento numa imagem de uma matéria, ou explicar o que uma opção significa em Ajustes. O mesmo processamento visual vale para a câmera — um modo Siri permite perguntar sobre o que está em cena, como a informação nutricional de um item do cardápio.
Escrever e agir dentro dos apps
A Siri antiga terceirizava a geração de texto para um plug-in do ChatGPT. A nova dispensa a ajuda de terceiros: você diz o que quer escrever ou quais edições fazer, e ela torna a mensagem mais ou menos formal, expande, encurta ou transforma notas em parágrafos — com aprovação final sempre sua. Ela também age mais fundo nos apps, criando eventos de calendário ou trocando playlists por comando de voz ou texto, com sugestões de ações contextuais.
Um app próprio, enfim
Pela primeira vez, a assistente da Apple ganha um app dedicado na tela de início, com histórico de conversas sincronizado entre dispositivos — algo que faltava em relação aos concorrentes. A Apple também promete “conhecimento de mundo amplo”: perguntas isoladas sobre história ou consertos domésticos devem trazer respostas mais completas. E, nos aparelhos mais potentes (iPhones 2026, iPhone 17 Pro e iPhone Air), dá para ajustar tom, velocidade e “expressividade” da voz.
Por que isso importa: a Apple está tirando a Siri da posição de coadjuvante e posicionando-a como um assistente de IA completo e on-device — a disputa pelo assistente padrão do celular acaba de esquentar.
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