Inteligência artificial, sem ruído.

Governo dos EUA defende OpenAI em disputa sobre treinamento de modelos com conteúdo protegido por direitos autorais

Documento de 20 páginas da administração Trump defende uso de material protegido para treinar LLMs e cita liderança global em IA como interesse estratégico.

Governo dos EUA defende OpenAI em disputa sobre treinamento de modelos com conteúdo protegido por direitos autorais

Em um movimento com potencial para redefinir o debate global sobre IA e direitos autorais, o governo dos Estados Unidos se posicionou a favor da OpenAI no processo movido pelo The New York Times. A administração Trump apresentou um documento de 20 páginas defendendo o uso, sem licença, de material protegido por direitos autorais para treinar modelos de linguagem.

O argumento central

No documento, o governo argumenta que “os Estados Unidos têm forte interesse em continuar desenvolvendo uma indústria de inteligência artificial robusta e competitiva que estabeleça o padrão para a prática e o procedimento do uso de IA globalmente”. O texto cita uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump no ano passado e afirma ser “crítico” que o país “mantenha a liderança global em inteligência artificial”.

A disputa gira em torno de uma pergunta que ainda não tem resposta definitiva na lei: é legal usar material protegido por direitos autorais para treinar um modelo de IA? Modelos como ChatGPT, Claude e Gemini são treinados em bases imensas de obras publicadas — livros, artigos e outras mídias — alimentadas sem permissão dos detentores dos direitos.

Fair use no centro do debate

O caso depende, em grande parte, do conceito de fair use (uso justo), uma exceção da lei de direitos autorais dos EUA que permite o uso de obras sem autorização em determinadas circunstâncias. A questão aqui é se o uso feito pelas empresas de IA é “transformador” o suficiente para se enquadrar nessa exceção.

O posicionamento do governo é relevante porque sinaliza a direção da política pública da maior economia do mundo em um tema que afeta criadores, editoras e empresas de tecnologia em escala global. Para o público brasileiro, o caso importa como precedente: a forma como os EUA decidirem a questão tende a influenciar debates regulatórios em outros países, incluindo a discussão em andamento sobre IA e direitos autorais no Brasil.


Descubra mais sobre noticiAI

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

R
Sobre o autorRedação Noticiai

Equipe editorial dedicada a explicar inteligência artificial com clareza, independência e contexto.