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Governo de Alberta usa Claude para escanear 466 milhões de linhas de código em 20 horas

Agentes baseados no Claude Code da Anthropic escanearam 466 milhões de linhas de código governamental em 20 horas, encontrando e corrigindo vulnerabilidades em 1.280 aplicações de 27 ministérios.

Governo de Alberta usa Claude para escanear 466 milhões de linhas de código em 20 horas

Agentes de Claude escaneiam 466 milhões de linhas de código em 20 horas

O governo da província de Alberta, no Canadá, revelou como está utilizando o Claude Code da Anthropic para realizar auditorias de segurança em escala sem precedentes nos sistemas governamentais. Desde 2025, uma equipe interna do Ministério de Tecnologia e Inovação utiliza agentes autônomos baseados nos modelos Claude Opus e Sonnet para encontrar e corrigir vulnerabilidades de cibersegurança.

O número impressiona: 466 milhões de linhas de código foram escaneadas em apenas 20 horas — um trabalho que, segundo o governo, levaria anos para ser concluído manualmente. Cerca de 50 agentes de IA trabalharam de forma autônoma e paralela, vasculhando os sistemas em busca de falhas de segurança, fraquezas na infraestrutura subjacente e dependências desatualizadas.

O contexto: sistemas críticos sem revisão

O Ministério de Tecnologia e Inovação de Alberta mantém os sistemas dos 27 ministérios provinciais — de serviços sociais a segurança pública e resposta a incêndios florestais. São aproximadamente 1.280 aplicações e 3.400 repositórios de código, a grande maioria sem nunca ter passado por uma revisão sistemática de segurança.

Esses sistemas armazenam informações altamente sensíveis, incluindo registros fiscais, dados de compras governamentais e arquivos de casos de assistência social. “Os cidadãos de Alberta confiam ao governo algumas das informações mais sensíveis de suas vidas, e é nossa responsabilidade protegê-las”, afirmou Nate Glubish, ministro de Tecnologia e Inovação de Alberta.

Como funciona a operação com Claude

A abordagem de Alberta combina múltiplos agentes de IA trabalhando em paralelo com funções especializadas:

  • Agentes de scan autônomo: cerca de 50 agentes operam simultaneamente, cada um analisando partes diferentes do código em busca de vulnerabilidades conhecidas e desconhecidas.
  • Agentes de correção: quando uma vulnerabilidade é identificada, o Claude Code gera a correção, testa e aplica o patch automaticamente. Nos casos em que o sistema carece de testes automatizados, o Claude escreve os testes primeiro.
  • Agentes “red team”: simulam ataques externos para testar a segurança das aplicações como um atacante faria.
  • Agentes “blue team”: monitoram e avaliam vulnerabilidades durante todo o ciclo de desenvolvimento.

Impacto e próximos passos

Além da varredura de segurança, Alberta está treinando funcionários públicos e a população geral em IA através da Alberta AI Academy. Mais de 10 mil cidadãos e milhares de funcionários já utilizaram a plataforma para aprender fundamentos de inteligência artificial.

O governo planeja expandir o uso do Claude para analisar sistemas legados — um ministério, por exemplo, tem 185 aplicações legadas em produção, caras de manter e difíceis de atualizar. O plano é usar o Claude Code para entender o que esses sistemas fazem, documentá-los e migrá-los para arquiteturas modernas.

Um modelo para outros governos

A Anthropic destaca que a dívida técnica e as vulnerabilidades de segurança que Alberta está enfrentando não são exclusivas da província canadense — estão presentes nos sistemas de muitos estados, províncias e agências federais ao redor do mundo. Os white papers técnicos publicados por Alberta servem como um blueprint para outras agências governamentais que queiram adotar abordagens semelhantes com agentes de IA.


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Sobre o autorRedação Noticiai

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