Google investe US$ 40 milhões em tokens e créditos de nuvem para acelerar descobertas científicas com IA
O Google Cloud e o Google DeepMind anunciaram um compromisso de US$ 40 milhões em tokens de IA e créditos de nuvem para apoiar a Genesis Mission do Departamento de Energia dos EUA (DOE). O investimento visa acelerar pesquisas científicas de ponta usando inteligência artificial — de novos materiais a descobertas biomoleculares.
A Genesis Mission é um dos maiores programas de ciência computacional já criados. O objetivo é usar IA em escala para modelar sistemas complexos que vão desde reações químicas em nível molecular até o comportamento de materiais em condições extremas. Com os US$ 40 milhões em recursos computacionais, laboratórios nacionais americanos terão acesso a clusters de TPUs e GPUs do Google Cloud para rodar simulações que antes levariam décadas.
Por que isso importa agora
Estamos entrando em uma fase em que a IA não é mais apenas uma ferramenta auxiliar para cientistas — ela está se tornando o motor principal de descobertas. O Google vem construindo essa tese há anos: em 2024, o AlphaFold 3 resolveu o problema de predição de estruturas de proteínas e interações biomoleculares, trabalho que rendeu o Prêmio Nobel de Química para Demis Hassabis e John Jumper. A Genesis Mission é a tentativa de aplicar o mesmo playbook em outras áreas da ciência.
Pushmeet Kohli, VP de Ciência do Google DeepMind, e Karthik Narain, CPO do Google Cloud, assinaram o anúncio destacando que “cientistas enfrentam desafios de escala e complexidade extraordinárias — de moldar novos materiais com propriedades específicas a entender processos biológicos fundamentais”. A IA, argumentam, é o catalisador que transforma essas perguntas de “intratáveis” para “respondíveis”.
O que esperar
O investimento não é apenas em recursos computacionais — é uma aposta estratégica de que a próxima grande descoberta científica virá de simulações em larga escala rodando em infraestrutura de nuvem do Google. Para o ecossistema brasileiro de pesquisa, o movimento sinaliza uma tendência importante: a computação científica de alto desempenho está cada vez mais acessível via cloud, e parcerias com big techs podem acelerar projetos que hoje dependem de supercomputadores locais.
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