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Etched desafia céticos e atinge valuation de US$ 10,3 bilhões com chips de IA especializados

Fundada por três ex-alunos de Harvard, a Etched convenceu investidores como Andrej Karpathy e Geoffrey Hinton com demonstrações privadas. Agora opera um data center de 2 MW e trabalha com as maiores empresas de IA do mundo.

Etched desafia céticos e atinge valuation de US$ 10,3 bilhões com chips de IA especializados

Etched desafia céticos e atinge valuation de US$ 10,3 bilhões com chips de IA especializados

A startup de chips de IA Etched, fundada por três ex-alunos de Harvard que abandonaram a universidade, acaba de atingir uma valuation de US$ 10,3 bilhões — um valor impressionante para uma empresa que muitos céticos duvidaram desde o início. O investimento vem de nomes de peso que incluem Andrej Karpathy (Anthropic), Noam Brown (OpenAI) e até Geoffrey Hinton.

Fundada pelo CEO Gavin Uberti, pelo COO Robert Wachen e pelo CTO Chris Zhu, a Etched criou chips e componentes de memória que aceleram a inferência em qualquer modelo de IA. O que convenceu os investidores não foram slides — foram demonstrações privadas no escritório da empresa. “Andrej Karpathy, da Anthropic, Noam Brown, da OpenAI, Geoffrey Hinton, assim como todos os investidores da rodada — são pessoas que realmente testaram o hardware e estão muito empolgadas com ele”, afirma Wachen.

Do chão de uma casa vazia a 400 funcionários

A trajetória da Etched é um retrato clássico de startup no Vale do Silício. Wachen lembra de ter chegado à Bay Area depois de contar aos pais que estava largando Harvard para abrir uma empresa — sem escritório, sem apartamento. Dormiu no chão da casa vazia de um amigo, usando uma toalha como cobertor.

Os fundadores montaram os servidores necessários para rodar as ferramentas de design de chips na garagem de um funcionário inicial. “Toda vez que precisava reiniciar, ele ligava para a esposa, e ela ia lá apertar o botão de reboot”, relembra Wachen. Hoje, a empresa tem 400 pessoas em um escritório movimentado e opera um data center de 2 megawatts. “Estamos rodando tokens no nosso laboratório hoje, trabalhando com algumas das maiores empresas de IA do mundo.”

O maior desafio ainda está por vir

Apesar do otimismo, o caminho até a produção em massa ainda é longo. Os sistemas em rack precisam ser fabricados e entregues em escala. “Ainda não temos ideia de quão difícil vai ser”, admite Wachen. “Acho que ainda precisamos ser humildes sobre o que será necessário para realmente chegar à escala.”

A primeira leva de silício da Etched já foi fabricada com sucesso pela TSMC, mas o acesso até agora foi limitado a investidores e clientes iniciais. A empresa se posiciona como uma alternativa ao domínio da Nvidia no mercado de chips para inferência — um segmento que deve crescer exponencialmente à medida que mais empresas implantam modelos de IA em produção. Se a Etched conseguir entregar, o mercado de hardware para IA pode finalmente ganhar a diversificação que há anos se mostra necessária.


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