Robôs e IA dominam as conversas
Uma análise das chamadas de resultados da Tesla nos últimos sete anos revela que Elon Musk passa metade do tempo falando sobre robôs e inteligência artificial — e cada vez menos sobre carros. O levantamento, publicado pelo TechCrunch, quantifica uma mudança que investidores e analistas já sentiam na prática.
O tempo dedicado a veículos elétricos, software automotivo e produção caiu progressivamente desde 2019. Em contrapartida, as menções ao robô humanoide Optimus, ao supercomputador Dojo e aos planos de robotáxi dispararam — especialmente após 2023, quando Musk passou a chamar a Tesla de “uma empresa de IA e robótica que também fabrica carros”.
O mercado reage
A transformação narrativa tem implicações concretas. As ações da Tesla historicamente se valorizaram com base em promessas de crescimento no mercado automotivo. Se a empresa é agora avaliada como uma companhia de IA, seus múltiplos precisam ser comparados aos de Nvidia e Microsoft — não aos de Ford e GM.
Analistas permanecem divididos. Os otimistas veem o Optimus como um mercado endereçável de US$ 3 trilhões. Os céticos apontam que o robô ainda não tem data de lançamento comercial e que o robotáxi enfrenta concorrência estabelecida da Waymo, que já opera sem motorista em múltiplas cidades.
O fato concreto: na chamada mais recente, Musk dedicou 52% do seu tempo de fala a IA e robótica. O resto foram veículos, energia e perguntas de acionistas.
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