Em sistemas multiagente, o desenho ingênuo é usar o mesmo LLM mais poderoso para todos os agentes — o planejador, o pesquisador, o analista e o repórter — independentemente de a tarefa ser uma busca simples na web ou uma análise densa de risco em contratos. Um roteador adaptativo de modelos pode cortar os custos de inferência em até 90% sem tocar na lógica dos agentes, mostra um artigo técnico de Partha Sarkar no Towards Data Science.
O problema da atribuição estática
Quando o tipo de consulta é consistente e previsível, faz sentido atribuir modelos pequenos, equilibrados ou grandes a cada agente de forma estática. Mas, num assistente versátil que atende departamentos diferentes de uma organização, fontes de dados, ferramentas e contexto só são conhecidos em tempo de execução — e a atribuição estática quebra.
A arquitetura proposta
Em vez de um planejador global monolítico, o sistema empurra o planejamento para cada agente, gerando sub-tarefas just-in-time sob medida para as capacidades do agente ativo. Uma camada de classificação leve, posicionada na frente da execução, avalia essas sub-tarefas na hora e atribui o LLM do tamanho certo, dando visibilidade granular sobre o gasto de inferência.
O primeiro princípio é que classificar é muito mais simples do que executar. Descobrir se uma tarefa é de alta ou baixa complexidade exige bem menos inteligência do que realizá-la — então um modelo rápido e barato (como um Gemini-flash-lite ou gpt-nano) faz a classificação. O segundo princípio: o planejamento não precisa ser feito todo de antemão. Cada agente invoca seu próprio planejador no momento certo, e o analista vê a saída completa do pesquisador antes de escolher os modelos, evitando a “cegueira de contexto” do planejador global.
Pontuação e roteamento
O classificador devolve três notas — complexidade (recuperação factual até raciocínio multi-etapas), raciocínio (busca direta até inferência lógica) e tamanho do contexto (menos de 2k até mais de 6k tokens) — somadas num escore de roteamento de 0 a 6 que mapeia para uma camada de modelo: os escores mais baixos vão para modelos rápidos e baratos, os mais altos para modelos de fronteira.
O resultado prático: o mesmo pipeline multiagente passa a gastar apenas o necessário em cada etapa, com o bônus de registrar exatamente onde o custo de inferência está sendo consumido.
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