Medir antes de otimizar
Quando você otimiza a inferência de um LLM, a primeira pergunta não é “qual técnica usar?” — é “como vou medir se funcionou?”. Um tutorial detalhado do Machine Learning Mastery, publicado nesta segunda (4), mostra exatamente como fazer isso, cobrindo latência, throughput, consumo de memória e eficiência de batch.
As 4 métricas que realmente importam
O artigo organiza a medição de desempenho de inferência em quatro pilares fundamentais:
- Latência: tempo entre o envio do prompt e o primeiro token (time-to-first-token, TTFT) e o tempo total até o último token. Essencial para chatbots e aplicações interativas
- Throughput: tokens gerados por segundo. Crítico para processamento em lote e pipelines de extração de dados
- Uso de memória: quanto de VRAM ou RAM o modelo ocupa durante a inferência, determinante para escolha de hardware
- Eficiência de batch: como o throughput escala quando você processa múltiplas requisições simultâneas — a chave para reduzir custo por token
Ferramentas e armadilhas
O tutorial aborda ferramentas práticas como torch.cuda.Event para medição precisa em GPU, time.perf_counter() para CPU, e bibliotecas como vLLM que já expõem métricas de throughput. Também alerta para armadilhas comuns: medir apenas a primeira execução (que inclui warm-up de CUDA), ignorar o overhead de tokenização e não controlar o comprimento de saída nas comparações.
Para quem trabalha com LLMs em produção no Brasil — seja via API ou inferência local — entender essas métricas é o primeiro passo antes de qualquer estratégia de otimização como quantização, pruning ou speculative decoding.
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