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AWS AI League: Como a Atos aprimora a educação em IA com aprendizado prático e gamificado

A AWS AI League é uma iniciativa que visa transformar o aprendizado em inteligência artificial (IA) por meio de uma abordagem prática e gamificada, e a Atos, parceira da AWS, utilizou essa plataforma...

AWS AI League: Como a Atos aprimora a educação em IA com aprendizado prático e gamificado

A AWS AI League é uma iniciativa que visa transformar o aprendizado em inteligência artificial (IA) por meio de uma abordagem prática e gamificada, e a Atos, parceira da AWS, utilizou essa plataforma para aprimorar sua estratégia de capacitação em IA. Este artigo detalha o método aplicado, os passos para participar, as tecnologias envolvidas e as lições práticas extraídas dessa experiência, servindo como um guia para organizações que desejam escalar o treinamento em IA com foco em aplicação real.

**Contexto e desafio no treinamento em IA**

Muitas organizações enfrentam dificuldades para transformar a teoria em prática na capacitação em IA. Cursos online e certificações são úteis, mas não garantem engajamento prolongado nem a experiência necessária para aplicar IA em problemas de negócio. A Atos, com mais de 5.800 certificações AWS e a meta de ter 100% do seu time fluente em IA até 2026, percebeu que faltava uma abordagem que combinasse aprendizagem estruturada com prática real.

**O que é a AWS AI League e como ela funciona**

A AWS AI League é um programa que combina aprendizado prático com competição gamificada. Seu objetivo é acelerar a aquisição de habilidades aplicadas em IA, especialmente no fine-tuning de grandes modelos de linguagem (LLMs). A proposta é que participantes trabalhem diretamente com ferramentas reais, como Amazon SageMaker e SageMaker JumpStart, para customizar modelos pré-treinados, eliminando a complexidade da infraestrutura e focando no desenvolvimento e avaliação do modelo.

O programa segue três etapas principais:

1. **Workshop imersivo:** Introdução aos fundamentos do fine-tuning usando SageMaker JumpStart, que oferece uma interface guiada para acessar modelos pré-treinados, permitindo que os participantes foquem em resultados e comportamento do modelo.

2. **Fase de desenvolvimento intensivo:** Times experimentam estratégias variadas de fine-tuning, ajustando composição de dados, técnicas de aumento e hiperparâmetros. Um sistema de avaliação automático alimenta um leaderboard dinâmico, incentivando a experimentação e a melhoria contínua.

3. **Final ao vivo:** As equipes melhor ranqueadas apresentam seus modelos em desafios em tempo real. A avaliação combina critérios técnicos (juízes especialistas), métricas automatizadas (LLM-as-a-Judge) e votação do público, promovendo uma visão multidimensional do desempenho.

**Fine-tuning na prática: o caso da Atos no setor de seguros**

A Atos escolheu um caso de uso realista para o treinamento: o Intelligent Insurance Underwriter, um modelo capaz de analisar cenários complexos de seguros e fornecer orientações de subscrição com explicações detalhadas. O objetivo era que o modelo entendesse riscos, condições de apólice, exclusões e cálculos de prêmios, indo além da fluência linguística genérica.

Para isso, foram usados modelos open source fine-tunados com dados proprietários, integrados via Amazon SageMaker Studio, SageMaker Unified Studio e armazenamento em Amazon S3. O resultado foi um assistente customizado, acessível e eficiente, que aprimora a produtividade e a precisão dos profissionais de seguros.

**Passo a passo para o fine-tuning com AWS AI League**

1. **Seleção do modelo:** Os participantes escolhem um modelo pré-treinado no catálogo do SageMaker JumpStart. Na competição da Atos, foi utilizado o Meta Llama 3.2 3B Instruct, customizado via interface no-code.

2. **Preparação do dataset:** Os dados de treinamento, armazenados no Amazon S3, devem estar no formato JSON Lines (JSONL), com campos “Instruction” (prompt) e “Response” (resposta ideal). Para facilitar a criação, a AWS forneceu o aplicativo PartyRock, que oferece uma interface simples para gerar e exportar dados.

3. **Execução do fine-tuning:** Configuram-se hiperparâmetros como epochs (número de passagens sobre o dataset), learning rate (taxa de aprendizado) e batch size. O SageMaker gerencia o provisionamento dos recursos, execução e registro do progresso.

4. **Implantação do modelo:** Após o treinamento, o modelo pode ser implantado diretamente no SageMaker para inferência ou importado para o Amazon Bedrock, que oferece ambiente gerenciado para produção escalável.

5. **Avaliação e iteração:** O sistema LLM-as-a-Judge avalia automaticamente a qualidade, precisão e responsividade dos modelos, alimentando o leaderboard. Os participantes podem ajustar dados e hiperparâmetros para melhorar o desempenho.

**Dicas práticas para o sucesso no fine-tuning**

– **Qualidade do dataset:** Nem sempre maior volume significa melhor resultado. É crucial gerar dados diversos, únicos e relevantes para o domínio. Participantes criaram versões aprimoradas do PartyRock e usaram outras ferramentas de IA generativa para ampliar e diversificar os dados.

– **Ajuste de hiperparâmetros:** Testar diferentes configurações de epochs e learning rate ajuda a evitar overfitting, que causa respostas repetitivas e pouco generalizáveis.

– **Iteração constante:** O ciclo de testar, avaliar e refinar modelos é essencial. A gamificação, com o leaderboard e a competição, estimula esse processo.

– **Colaboração equilibrada:** Canais de comunicação e “office hours” foram usados para troca de informações sem entrega total das soluções, mantendo o desafio e aprendizado.

**Resultados e engajamento**

Na edição da Atos, 409 participantes criaram mais de 4.100 modelos fine-tunados. A competição virtual foi totalmente automatizada, com o LLM 90B da Llama 3.2 atuando como juiz. O top 5 avançou para a final ao vivo, onde juízes humanos e o público também contribuíram para a avaliação. Para chegar ao topo, era preciso alcançar pelo menos 93% de acurácia contra respostas de um modelo muito maior, comprovando a eficácia do fine-tuning para conhecimento específico.

**Limitações e armadilhas a considerar**

– Overfitting é um risco constante e deve ser monitorado cuidadosamente durante o treinamento.

– A criação de datasets de qualidade demanda tempo e criatividade; ferramentas auxiliares ajudam, mas o controle de qualidade é fundamental.

– A competição gamificada requer infraestrutura para suportar avaliações automáticas e comunicação eficiente entre participantes.

– Nem todos os papéis técnicos precisam ser especialistas em machine learning profundo, mas é importante que tenham familiaridade com conceitos básicos e ferramentas.

**Links úteis para aprofundamento**

– AWS AI League oficial: https://aws.amazon.com/ai/aileague/

– Documentação Amazon SageMaker JumpStart: https://docs.aws.amazon.com/sagemaker/latest/dg/studio-jumpstart.html

– Amazon Bedrock AgentCore: https://aws.amazon.com/bedrock/agentcore/

– AWS Knowledge Center: https://repost.aws/knowledge-center/?nc1=f_dr

– Atos: https://atos.net/en/

A experiência da Atos com a AWS AI League demonstra que é possível escalar o aprendizado em IA com foco em aplicação prática, usando uma combinação de workshops, ferramentas gerenciadas e gamificação para engajar equipes multidisciplinares. Organizações que desejam avançar na transformação digital podem adotar essa abordagem para acelerar a fluência em IA e entregar soluções customizadas e eficazes.

Frequently Asked Questions

Além de acelerar o aprendizado em IA, quais outros benefícios a AWS AI League proporciona para empresas como a Atos?

A AWS AI League vai além da capacitação técnica. Ela promove o engajamento das equipes através da gamificação, incentiva a colaboração em time e estimula a resolução de problemas de negócio reais com IA. Isso resulta em um aprendizado mais profundo e aplicável, alinhado às metas estratégicas da empresa.

Como a AWS AI League aborda a dificuldade de transformar teoria em prática no treinamento de IA, algo que cursos tradicionais nem sempre resolvem?

A League foca no 'fine-tuning' de modelos de linguagem grandes (LLMs) usando ferramentas como Amazon SageMaker. Isso permite que os participantes trabalhem diretamente com modelos pré-treinados e dados reais, em vez de apenas estudar conceitos. A abordagem prática e a competição incentivam a experimentação e a aplicação imediata do conhecimento.

O que significa 'fine-tuning' no contexto da AWS AI League e por que é um foco principal do programa?

Fine-tuning é o processo de ajustar um modelo de IA pré-treinado para tarefas específicas, usando dados customizados. Na AI League, isso é crucial pois permite que os participantes adaptem modelos poderosos a cenários de negócio reais, como o caso do setor de seguros, sem a necessidade de construir um modelo do zero.

De que forma a gamificação na AWS AI League, com leaderboards e competições, contribui para o desenvolvimento das equipes?

A gamificação transforma o aprendizado em IA em uma experiência mais dinâmica e motivadora. O leaderboard e as competições estimulam uma competição saudável entre as equipes, incentivando a busca contínua por melhorias, a experimentação de novas estratégias de fine-tuning e a colaboração para alcançar os melhores resultados.

Qual o papel do Amazon SageMaker JumpStart na AWS AI League, especialmente para quem está começando no fine-tuning de LLMs?

O SageMaker JumpStart atua como um ponto de partida simplificado. Ele oferece acesso guiado a modelos pré-treinados e ferramentas para fine-tuning, abstraindo a complexidade da infraestrutura. Isso permite que os participantes se concentrem na customização do modelo e na avaliação de seu desempenho, acelerando o aprendizado prático.


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