A Apple liberou nesta terça-feira (14) o beta público do iOS 27, dando a qualquer usuário de iPhone a chance de testar a maior reformulação da Siri em mais de uma década. A assistente agora é alimentada por inteligência artificial generativa e promete finalmente competir de igual para igual com ChatGPT, Gemini e Claude.
O que muda na prática
A nova Siri com IA consegue acessar informações no dispositivo do usuário — e-mails, fotos, mensagens, eventos da agenda — e responder com base no que está na tela. Ela também pode buscar conhecimento do mundo real, como qualquer chatbot moderno. É uma mudança radical em relação à Siri anterior, que funcionava mais como um assistente de comandos simples.
O acesso também ficou mais flexível. Além do tradicional “E aí, Siri” e do botão lateral, agora é possível invocar a assistente deslizando para baixo a partir da Dynamic Island (a barra preta no topo da tela). A Siri também está integrada ao Spotlight, a busca embutida do iPhone, o que a torna mais poderosa para responder a praticamente qualquer pergunta.
Pela primeira vez, a Siri ganhou um aplicativo independente — uma experiência que usuários já familiarizados com chatbots como ChatGPT ou Gemini podem preferir. No entanto, como a Siri está tão profundamente integrada ao sistema, acessá-la por um app separado parece quase desnecessário.
Disponível em todos os dispositivos Apple
Além do iPhone com iOS 27, a Siri atualizada está presente no iPad, Mac, Apple Watch, CarPlay, AirPods, Apple TV e Vision Pro. Com cerca de 2,5 bilhões de dispositivos ativos no mundo, mesmo que apenas uma fração dos usuários instale o beta público, este já será o maior teste de uma assistente de IA redesenhada.
Por baixo do capô: Foundation Models e Private Cloud Compute
A Siri com IA roda sobre o Apple Intelligence, que usa os novos Foundation Models da empresa. Esses modelos foram construídos em colaboração com o Google e seu modelo Gemini — mas não são uma versão rebatizada do Gemini. A Apple usou um processo de destilação: o Gemini foi usado para criar modelos menores e altamente eficientes, otimizados especificamente para o Apple Silicon e integrados ao iOS e outros sistemas.
Já o Private Cloud Compute garante que dados pessoais dos usuários não sejam armazenados nem acessíveis à Apple. Tudo é processado com criptografia e sem retenção de dados.
Primeiros testes: promissora, mas com tropeços
Nos testes iniciais da versão para desenvolvedores, a Siri conseguiu lidar melhor com tarefas básicas como encontrar fotos específicas na biblioteca, resumir textos em grupo, adicionar compromissos enviados por mensagem ao calendário e até identificar informações nutricionais do que está na câmera.
Também mostrou melhora em responder perguntas que antes exigiriam busca na web, como a data de um evento local ou as últimas notícias. Mas nem tudo foi perfeito: a jornalista Sarah Perez, do TechCrunch, relatou que ao perguntar “últimas notícias sobre o Irã”, a Siri procurou um contato com esse nome.
No geral, os betas para desenvolvedores deste ano têm sido bastante estáveis, o que torna o beta público muito mais recomendável do que em anos anteriores. Mas, como sempre, instalar um beta requer cautela: se o seu dispositivo precisa funcionar perfeitamente, o melhor é esperar pelo lançamento oficial do iOS 27, previsto para setembro.
Descubra mais sobre noticiAI
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



