Scanner multi-agente roda dentro da sessão do Claude Code
A Anthropic lançou em beta o Claude Security Plugin para o Claude Code, um scanner de vulnerabilidades baseado em múltiplos agentes de IA que opera diretamente no terminal. O plugin executa uma varredura completa do repositório e transforma as conclusões selecionadas em arquivos de patch que o desenvolvedor revisa e aplica manualmente — nada é aplicado automaticamente.
O comando central é o /claude-security, que abre um menu com três tarefas: Scan codebase (repositório inteiro ou subconjunto), Scan changes (diff de branch, pull request ou commit único) e Suggest patches (converte achados do relatório em arquivos .patch). A instalação é feita em dois comandos via marketplace oficial da Anthropic.
Pipeline de seis fases com verificação adversarial
O scanner implementa um fluxo de trabalho dinâmico em seis fases, orquestrado por um script JavaScript que distribui tarefas entre subagentes:
- Inventory: particiona o repositório em componentes. Cada diretório de nível superior deve ser escaneado ou explicitamente ignorado com justificativa.
- Threat Model: um modelador por componente define pontos de entrada, sinks, fronteiras de confiança e arquivos críticos para leitura completa.
- Research: um pesquisador por componente, analisando quatro categorias fixas: injeção e input, autenticação e acesso, memória e código inseguro, e criptografia e segredos.
- Sweep: preenche lacunas que a matriz de pesquisa não cobriu.
- Panel: verificação adversarial com três lentes independentes.
- Adversarial: apenas no nível máximo de esforço — reavalia candidatos marginais e aplica red-team nos sobreviventes.
Painel de três juízes decide o que entra no relatório
Um achado só entra no relatório se sobreviver a um painel de três verificadores independentes, cada um analisando por uma lente diferente: REACHABILITY (alcançabilidade), IMPACT (impacto) e DEFENSES (defesas existentes). Cada verificador retorna TRUE_POSITIVE ou FALSE_POSITIVE com o arquivo e linha decisivos.
O quórum mínimo é 2 de 3. Se menos de três votantes responderem, o candidato é descartado. Um veredito unânime (3/3) permite confiança alta; um quórum 2/3 limita a confiança a média. Crucialmente, a contagem é feita em Python pelo renderizador do relatório — não pelo modelo que gerou os achados — garantindo verificabilidade.
Patches construídos em clone isolado com três verificações
Cada patch é desenvolvido em um clone scratch do repositório, sem tocar na árvore de trabalho original. Um agente independente revisa o diff e executa a suíte de testes do projeto antes de gerar o arquivo .patch.
O patch só é escrito se o verificador puder afirmar com confiança três condições: (1) a mudança resolve aquele achado específico, (2) não introduz nova vulnerabilidade e (3) o comportamento permanece inalterado. Qualquer alteração que enfraqueça a segurança — como afrouxar uma verificação de autenticação ou desabilitar um teste — é rejeitada automaticamente.
Requisitos, custos e limitações
O plugin exige um plano pago do Claude Code v2.1.154 ou superior, com dynamic workflows habilitados. Também requer Python 3.9.6+ (apenas biblioteca padrão) e Git. Linux, macOS e Windows são suportados. Os scans consomem tokens do plano contratado.
Importante: o scanner não adiciona isolamento próprio — ele roda na sessão do usuário com as mesmas permissões. Configurações do .claude/, hooks e CLAUDE.md ainda se aplicam. A Anthropic recomenda usar sandbox-runtime para escanear bases de código não confiáveis. Além disso, os scans são não-determinísticos e não substituem análise estática tradicional, varredura de dependências ou revisões de código.
O relatório gera um diretório CLAUDE-SECURITY-<timestamp>/ com três artefatos: relatório legível (.md), achados em JSONL e um carimbo de revisão por commit (.json) que registra a profundidade da verificação.
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