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Anthropic explica a marca d’água invisível nos textos gerados pelo Claude

A Anthropic detalhou como funcionará a marca d'água invisível nos textos do Claude, criada para cumprir as regras de transparência do AI Act da União Europeia.

Anthropic explica a marca d’água invisível nos textos gerados pelo Claude

A Anthropic detalhou como pretende aplicar marcas d’água invisíveis nos textos gerados pelo Claude para cumprir as regras de transparência da União Europeia. O sistema, anunciado na sexta-feira, é descrito pela empresa como “uma versão da abordagem SynthID-Text” — uma tecnologia de marcação de texto de código aberto desenvolvida pelo Google DeepMind que cria padrões detectáveis usando probabilidades de escolha de palavras.

Como a marca d’água funciona

O recurso de marcação, junto com o suporte ao padrão C2PA para imagens processadas pelo Claude, está sendo introduzido para atender às obrigações da Anthropic sob o AI Act da União Europeia. A lei exige que áudio, imagem, vídeo e texto sintéticos incluam marcas legíveis por máquina que permitam detectar conteúdo gerado ou manipulado artificialmente.

A Anthropic garante que a marca d’água não encarecerá o uso do Claude nem terá “qualquer impacto prático na qualidade ou no conteúdo das respostas”. A explicação da empresa usa um exemplo simples: na frase “O tempo hoje estava frio e…”, a próxima palavra dificilmente seria “açucarado”, mas poderia ser “nublado” ou “cinzento”. Na maioria das vezes, a escolha entre essas últimas não muda o significado — e é decidida por um número aleatório.

A marcação usa justamente essas escolhas de baixo impacto, que ocorrem muitas vezes ao longo de um texto gerado, para deixar um padrão nas respostas. Esse padrão é invisível para o leitor, mas detectável por quem possui a chave que o codifica. Em vez de usar um gerador de números aleatórios comum para escolher a próxima palavra, a marcação usa a chave e as palavras anteriores para definir qual termo o modelo deve selecionar.

Um movimento em cadeia

Como a própria Anthropic observa, os requisitos de transparência da UE também afetam outros grandes desenvolvedores de IA — o Claude não será o único modelo a introduzir marcas d’água. O chatbot Gemini, do Google, já suporta a solução SynthID Text desde 2024. A OpenAI ainda não detalhou planos de marcação de texto para o ChatGPT em seu roteiro de conformidade com o AI Act, mas também estará sujeita às exigências da lei.

Para o leitor brasileiro, o anúncio é um sinal do que está por vir: à medida que o PL 2338/2023 avança no Congresso e a regulamentação global se consolida, a transparência sobre o que é gerado por máquina tende a se tornar um requisito padrão — não um diferencial.



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