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LinkedIn congela expansão de data centers e aposta em eficiência com IA

LinkedIn não expandirá data centers no próximo ano. Em vez de mais servidores, a empresa investe em compressão de modelos e agendamento inteligente para extrair mais da infraestrutura existente.

LinkedIn congela expansão de data centers e aposta em eficiência com IA

LinkedIn congela expansão de data centers e aposta em eficiência computacional com IA

O LinkedIn não planeja expandir sua capacidade de data centers no próximo ano. Em vez disso, a empresa está apostando em eficiência computacional — extraindo mais desempenho da infraestrutura existente com ajuda de inteligência artificial, em vez de construir novos servidores. A decisão contrasta com a corrida bilionária por GPUs e capacidade de computação que domina o setor de tecnologia.

A estratégia, detalhada em reportagem da WIRED, reflete uma tendência que pode se tornar mais comum à medida que os custos de infraestrutura disparam: otimizar antes de expandir. O LinkedIn conseguiu manter sua capacidade computacional estável mesmo com crescimento de usuários e novas funcionalidades baseadas em IA, graças a melhorias no software e na arquitetura de sistemas.

Como funciona na prática

A empresa tem investido em três frentes principais:

1. Compressão e otimização de modelos: os modelos de machine learning que alimentam recomendações de feed, busca e anúncios foram reduzidos e otimizados para rodar em hardware menos potente sem perda significativa de qualidade.

2. Agendamento inteligente de workloads: algoritmos de predição alocam cargas de trabalho nos horários de menor demanda, distribuindo melhor o uso dos servidores ao longo do dia.

3. Migração para arquiteturas mais eficientes: parte da infraestrutura foi migrada para arquiteturas baseadas em ARM, que consomem menos energia para cargas de trabalho específicas.

O contexto maior

O caso do LinkedIn é significativo porque desafia a narrativa dominante de que a era da IA exige expansão infinita de data centers. Enquanto Microsoft, Google e Amazon investem dezenas de bilhões de dólares em nova capacidade, o LinkedIn demonstra que é possível crescer em funcionalidades sem crescer proporcionalmente em hardware.

Para empresas brasileiras que estão começando a adotar IA, a lição é clara: antes de investir em infraestrutura cara, otimize o que já existe. Muitas vezes, a diferença entre um modelo pesado e um eficiente é maior do que a diferença entre um servidor antigo e um novo.

A estratégia também tem implicações ambientais: data centers consomem cerca de 1-2% da eletricidade mundial, e frear a expansão física reduz a pegada de carbono do setor.


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Sobre o autorRedação Noticiai

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