O guia que todo mundo esperava
A cada poucos meses, o professor Ethan Mollick (Wharton School) publica seu guia sobre qual IA usar para fazer coisas. A edição de julho de 2026 — “Summer 2026 Edition” — chega em um momento em que o significado de “usar IA” mudou radicalmente.
Até recentemente, usar IA significava conversar com um chatbot. Agora, significa usar um sistema agentivo: uma IA com acesso a um computador, capaz de planejar, executar ferramentas e entregar o equivalente a horas de trabalho humano em uma única sessão.
Chat simples vs. apostas altas
Mollick divide suas recomendações em dois níveis. Para tarefas de baixo risco — uma receita, uma carta, uma pergunta simples — qualquer modelo gratuito serve. “Todos são pelo menos razoáveis quando as apostas são baixas.”
Mas para decisões de alto risco — segunda opinião médica, análise jurídica, decisões de negócios — a recomendação é clara: use os modelos mais avançados disponíveis. Isso significa Claude Opus ou Fable (Anthropic) ou GPT-5.6 Sol (OpenAI), sempre com níveis de raciocínio elevados (“High thinking”). “Esses modelos têm taxas de erro mais baixas e pontuam muito mais alto em testes de habilidade em campos complexos — mas também custam dinheiro.”
Os dois caminhos para trabalho real
Para quem quer fazer trabalho de verdade com IA, as opções se resumem a duas: ChatGPT ou Claude — ambos a partir de US$ 20/mês. O Google, segundo Mollick, ainda não está no mesmo patamar para esse tipo de uso.
Há duas formas de dar um computador para a IA:
- Computador virtual da empresa de IA: no ChatGPT é o modo “Work”; no Claude é o “Cowork”. Mais fácil, menos poderoso.
- Seu próprio computador: via Codex (OpenAI) ou Claude Code (Anthropic). Mais poderoso, exige mais conhecimento técnico.
Mollick recomenda começar com Sol (ChatGPT) ou Fable/Opus (Claude) no modo High thinking, e conectar aplicativos como e-mail, Google Drive e outros — “mas você decide com o que está confortável”.
A evolução em um ano: do chatbot ao agente
Para ilustrar o salto de capacidade, Mollick compara duas versões de um mesmo experimento: criar um jogo de construção de cidades brutalistas. Com GPT-5, há menos de um ano, o resultado foi um demo interessante. Com GPT-5.6 Sol no Codex, o resultado é “radicalmente diferente” — uma aplicação completa e polida. O vídeo da comparação está disponível no artigo original.
A mensagem central do guia é que a IA deixou de ser uma ferramenta de conversa para se tornar uma ferramenta de execução. Escolher o modelo e o nível de raciocínio corretos é tão importante quanto escolher entre ChatGPT e Claude.
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