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NVIDIA lança novo modelo de negócios para acelerar computação em escala com parceiros de infraestrutura

NVIDIA introduz modelo de revenue-sharing e suporte de crédito para nuvens de IA, com Sharon AI e Firmus como primeiros parceiros. Programa inclui até 170.000 GPUs em AI factories dedicadas.

NVIDIA lança novo modelo de negócios para acelerar computação em escala com parceiros de infraestrutura
Imagem de apoio. Fonte: NVIDIA Blog.

A NVIDIA anunciou um novo modelo de negócios que promete transformar o acesso à computação acelerada para o ecossistema de IA. Em vez de vender apenas hardware, a empresa agora oferece um modelo de parceria com revenue-sharing e suporte de crédito para provedores de nuvem de IA, alinhando os incentivos econômicos entre a NVIDIA e as operadoras de infraestrutura.

Como funciona o novo modelo

Na prática, as nuvens de IA poderão adquirir infraestrutura NVIDIA para atender clientes — de startups e model builders a enterprises e organizações regionais — com a NVIDIA recebendo tanto a receita padrão de produto quanto uma participação na receita gerada pela nuvem sobre a capacidade suportada. Isso cria um fluxo de receita recorrente e vinculado ao uso para a NVIDIA, ao mesmo tempo que reduz as barreiras de entrada para empresas que precisam de acesso imediato a GPUs em escala.

Para empresas que constroem modelos, provedores de inferência, plataformas de agentes e negócios escalando IA, o benefício prático é claro: acesso mais rápido a computação acelerada full-stack, sem esperar por seleção de local, aquisição de energia, construção de data centers e ativação de hardware.

Primeiros parceiros e escala

O programa já está em andamento com dois parceiros anunciados. A Sharon AI está implantando até 40.000 GPUs NVIDIA Grace Blackwell GB300, enquanto a Firmus está construindo um campus de AI factory em Batam, Indonésia, que deve escalar para 360 megawatts e até 170.000 GPUs NVIDIA.

“Esta colaboração estratégica com a NVIDIA marca um momento crucial na missão da Sharon AI de fornecer infraestrutura de computação de IA soberana em larga escala”, disse James Manning, cofundador e CEO da Sharon AI. Já Tim Rosenfield, co-CEO da Firmus, destacou que “empresas AI-native precisam de acesso a infraestrutura de computação escalável, energeticamente eficiente e com custo competitivo para competir globalmente”.

Para quem isso importa

O timing é estratégico. A indústria está migrando do desenvolvimento de modelos para inferência em produção, e a demanda por computação está se deslocando para AI factories que geram tokens continuamente. Empresas AI-native como Baseten, Fireworks AI e Together AI são exemplos de para onde a demanda está indo: elas precisam de acesso imediato à capacidade de nuvem de IA para rodar treinamento, pós-treinamento, fine-tuning e inferência agentiva de alto volume.

O modelo resolve um problema real: empresas emergentes de IA historicamente tiveram acesso limitado à infraestrutura intensiva em capital, com até mesmo compromissos de longo prazo sendo insuficientes para destravar financiamento para computação.

Impacto e limitações

O novo modelo é um sinal de maturidade do mercado de infraestrutura de IA, movendo a NVIDIA de uma fornecedora pura de hardware para uma parceira financeira na cadeia de valor. No entanto, o sucesso depende da adoção pelo mercado — os dois parceiros iniciais são relativamente pequenos comparados aos hyperscalers (AWS, Azure, GCP), que já têm acesso a GPUs NVIDIA em escala. A pergunta que fica é se os grandes provedores de nuvem adotarão esse modelo ou continuarão comprando hardware diretamente.


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