O Google anunciou nesta terça-feira (30) o Nano Banana 2 Lite, a versão mais recente de seu gerador interno de imagens e vídeos por IA. Este modelo é significativamente mais rápido e acessível que a versão anterior, com latência muito menor e capacidade de gerar imagens em apenas quatro segundos.
Preço e posicionamento
O custo é de US$ 0,034 por 1.000 imagens, tornando-o uma opção bastante acessível para quem precisa produzir conteúdo visual em escala. O Google descreve o Nano Banana 2 como um “workhorse generalista”, enquanto o 2 Lite é otimizado para fluxos de trabalho de alto volume que precisam operar em ritmo acelerado.
O lançamento segue o Nano Banana original (com Gemini 3.1 Flash, lançado no verão passado) e o Nano Banana 2 de fevereiro, que introduziu a capacidade de criar imagens mais realistas. A empresa também oferece o Nano Banana Pro, um modelo mais potente e mais caro para casos de uso avançados.
Disponibilidade e ecossistema
O Nano Banana 2 Lite está disponível via Google AI Studio, Gemini API e Gemini Enterprise Agent Platform. O Google afirma que o modelo serve como substituto do Nano Banana original, que agora é considerado “modelo legado”.
Gemini Omni Flash também avança
No mesmo anúncio, o Google revelou a liberação mais ampla do Gemini Omni Flash, apresentado inicialmente no Google I/O deste ano. O Flash custa US$ 0,10 por segundo de vídeo gerado. A empresa também demonstrou o Omni Product Studio, aplicativo que transforma imagens estáticas geradas pelo Omni em “vídeos cinematográficos de e-commerce”.
“Construir com mídia generativa muitas vezes é sobre iteração criativa”, afirmou a empresa. “Com esses dois modelos, desenvolvedores podem construir experiências multimídia completas que conectam geração rápida de imagens com criação e edição de vídeo.”
O lançamento ocorre em meio a debates sobre o uso de IA generativa para criação de imagens, com críticas sobre o chamado “AI slop”. O Google, no entanto, posiciona seus modelos como ferramentas para criação de anúncios e conteúdo comercial — mercado que segue aquecido, como evidenciado pelo recente acordo de US$ 75 milhões entre Google e o estúdio independente A24.
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