O Libby, aplicativo de empréstimo de e-books usado por milhares de bibliotecas públicas, está preparando controles para que leitores filtrem conteúdo gerado por inteligência artificial. O anúncio foi feito por Marc DeBevoise, novo CEO da OverDrive, empresa responsável pelo app.
Os novos controles permitirão que os usuários escolham, nas configurações do app, se querem ou não ver conteúdo produzido por IA. A filtragem vai além de livros escritos por IA: incluirá audiolivros narrados por IA, tradução automática e arte gerada por IA. “Precisamos informar às pessoas o que está disponível e como foi criado”, afirma DeBevoise.
O contexto da indústria editorial
O setor de publicação digital enfrenta uma potencial disrupção com a onda de livros gerados por IA. Plataformas como Amazon Kindle Direct Publishing já lidam com um volume crescente de conteúdo produzido por máquina, e as bibliotecas — que operam com orçamentos limitados e curadoria criteriosa — são particularmente vulneráveis à poluição do catálogo.
A iniciativa do Libby é um sinal de que o ecossistema de bibliotecas está acordando para o desafio. No entanto, o sistema depende de auto-declaração: o conteúdo de IA precisa ser rotulado como tal por quem o publica. A eficácia real dos filtros dependerá da adesão de editoras e autores a essa classificação.
Fonte: The Verge (Lowpass)
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