O anúncio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede Truth Social que pretende nomear um “czar de IA” para liderar uma nova “Força de IA” — uma estrutura que, na sua descrição, ecoa a criação da Força Espacial. O anúncio chega em meio a um movimento crescente, que cruza o espectro político e atinge até a própria indústria, pedindo freios no ritmo do desenvolvimento de inteligência artificial.
Na publicação, Trump afirmou que seu governo “não irá, de forma alguma, atrapalhar ou sufocar o crescimento dessa indústria incrível. Ao contrário, nós a valorizaremos, a ajudaremos e a supervisionaremos enquanto cresce”.
Alegações sem evidência
No texto, Trump também afirmou que os data centers eram “ricos e prestigiosos” e alegou — sem apresentar provas — que eles elevam salários, reduzem impostos e tornam as ruas mais seguras nas comunidades onde são construídos. Ele comparou a futura Força de IA à Força Espacial, que descreveu como um “sucesso tremendo”.
O que ainda falta
O presidente não deu cronograma nem detalhes sobre a Força de IA, tampouco indicou quem poderia ser escolhido para comandá-la — embora tenha insistido que “apenas indivíduos de QI elevado precisam se candidatar” ao cargo de czar de IA.
A proposta, ainda sem contornos definidos, acontece num momento em que a governança da inteligência artificial se tornou um dos temas centrais do debate público global — e em que decisões tomadas nos Estados Unidos tendem a repercutir em marcos regulatórios e no direcionamento de investimentos também no Brasil e na América Latina.
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