Jensen Huang voltou a roubar a cena — e desta vez não foi apenas pela Nvidia. Na segunda-feira (14), durante a conferência All-In, em Los Angeles, o CEO da fabricante de chips recebeu uma ligação ao vivo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mas o que parte do público notou mesmo foi o aparelho que ele usou para atender: o iPhone Duo, o primeiro celular dobrável da Apple, que só deve chegar às lojas daqui a cinco semanas.
IA em pauta no meio do palco
Vestindo sua jaqueta de couro de jacaré, marca registrada do executivo, Huang colocou Trump no viva-voz e a conversa rapidamente desembocou em segurança de IA. Os dois pareceram concordar que o crescente receio em torno da inteligência artificial seria, nas palavras de Trump, um “embuste” (hoax). O presidente americano argumentou que os verdadeiros vencedores do pânico em torno da IA seriam a China e “os políticos”, e que a tecnologia é grande demais — “maior do que a internet”, segundo ele — para ser desacelerada por medo.
“Vocês ouviram isso? Milhares de pessoas estão aplaudindo”, disse Huang a Trump durante a troca, arrancando reação da plateia.
O contexto que pesa sobre a Nvidia
É difícil saber se Huang compartilha genuinamente dessa visão ou se simplesmente não está em posição de dizer o contrário. O modelo de negócios da Nvidia depende, em grande parte, de laboratórios de IA comprando cada vez mais chips — portanto, minimizar o risco existencial é o movimento óbvio para quem se preocupa com o preço da ação. O papel segue com alta de 33% no acumulado de 12 meses, mas caiu alguns pontos percentuais no dia.
A ligação repercutiu logo depois de outra fala marcante de Huang, em que ele afirmou a Trump que “não vamos deixar acontecer uma desaceleração da IA”. O gesto de exibir um aparelho ainda não lançado — um iPhone de US$ 1.999 — enquanto conversava com o presidente pode ter sido, para os observadores mais atentos, uma mensagem por si só.
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