Por que isso importa agora
A indústria fonográfica está deixando de brigar com a IA generativa para construir produtos licenciados em cima dela. A Universal Music Group (UMG) anunciou nesta quinta-feira uma nova plataforma de música com IA, em parceria plurianual com a ElevenLabs, empresa especializada em voz e música geradas por IA.
A plataforma vai permitir que usuários criem remixes, mashups e novas versões de faixas a partir do catálogo licenciado da gravadora. Um ponto central: os artistas poderão escolher se querem ou não participar.
Um movimento maior no mercado
Este não é o primeiro passo da UMG na IA. A gravadora já desenvolve uma plataforma de música com IA em parceria com a Udio e fechou acordos de licenciamento com Spotify, Nvidia e Klay. Na mesma semana, a Suno lançou seu primeiro modelo de música treinado com músicas licenciadas da Warner Music Group e da BMG.
Segundo o comunicado, a parceria também prevê o desenvolvimento de “produtos adicionais e experiências para fãs nos próximos meses e anos”. A nova plataforma ficará separada da Music API e do gerador ElevenMusic da ElevenLabs.
O que diz a ElevenLabs
“Ao combinar a comunidade global e a experiência em gestão de direitos da UMG com nossos modelos e produtos de IA, vamos permitir que artistas e compositores criem experiências novas e poderosas para seus fãs, garantindo que sejam justamente remunerados”, afirmou o CEO da ElevenLabs, Mati Staniszewski.
Para o público brasileiro, a tendência é clara: as grandes gravadoras estão migrando do confronto para o licenciamento, o que tende a legalizar e expandir o mercado de música gerada por IA — inclusive com potencial de remuneração para artistas brasileiros que optarem por entrar.
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