A LandingAI, empresa fundada por Andrew Ng, lançou o Agentic Document Extraction (ADE) Gen2, uma reconstrução completa da sua plataforma de extração de documentos baseada em uma nova família de modelos chamada DPT-3. A mudança vai muito além de um simples upgrade: a forma de cobrar e de devolver os resultados foi redesenhada do zero.
De lista de blocos a árvore de documentos
Na primeira geração, um documento era tratado como uma sequência plana de trechos (chunks). Na Gen2, ele vira uma árvore estruturada: documento → páginas → blocos (texto, tabela, figura, assinatura, logotipo, código de barras). Cada bloco recebe um identificador semântico e um bounding box normalizado, permitindo rastrear cada resposta até uma linha ou palavra específica da página original.
Dois modelos de parsing, dois preços
O parsing foi dividido em dois modelos para que o cliente pague conforme a complexidade do documento:
- DPT-3 Verity: transcreve documentos digitais de forma determinística, devolvendo coordenadas e uma nota de confiança para cada palavra. Custa cerca de 40% dos créditos do Pro.
- DPT-3 Pro: lê o layout antes das palavras, detecta tipos de bloco e lida com documentos escaneados, manuscritos, alfabetos não latinos e fórmulas LaTeX.
A mudança de preço é o ponto central
No modelo antigo (DPT-2), cada página custava 3 créditos fixos. No DPT-3, o consumo combina um componente por página e outro por caractere de saída. No tier prioritário, o Pro cobra 1 crédito por página mais 0,5 crédito por mil caracteres; o Verity cobra 0,3 por página mais 0,2 por mil caracteres. O tier padrão (assíncrono) reduz pela metade. A LandingAI projeta reduções de custo de 25% a 80% em cargas mistas — números que devem ser validados com o próprio mix de documentos de cada empresa.
Por que isso importa
O recurso mais consequente é o grounding atômico: cada linha (Pro) ou palavra (Verity) carrega sua posição e confiança. Isso torna viável tarefas como redação de PII por coordenadas, comparação de versões de documentos e interfaces de revisão humana — tudo rastreável até a fonte, em vez de aproximado. Para empresas brasileiras que processam contratos, notas fiscais e formulários em lote, essa rastreabilidade reduz o risco de erros silenciosos e facilita auditoria. A Gen2 já está disponível, com roteamento automático entre os dois modelos previsto para o outono de 2026.
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