O Instagram está, enfim, agindo contra a proliferação de perfis falsos gerados por inteligência artificial que se passam por pessoas reais. A rede social anunciou a mudança do rótulo “criador de IA” para “perfil gerado por IA”, deixando explícito quando um perfil exibe uma pessoa criada artificialmente — e não um ser humano de verdade.
O incômodo dos usuários virou política
A justificativa da empresa parte de uma queixa recorrente do público. “Ouvimos que as pessoas não gostam de ver um perfil que parece humano e só depois descobrir que a pessoa exibida é gerada por IA”, afirmou o Instagram em uma publicação oficial. “Elas querem saber quando um perfil mostra uma pessoa gerada por IA.”
O problema ficou conhecido como AI slop: perfis criados em massa com rostos e corpos sintéticos, muitas vezes com aparência hiper-realista, usados para engajar, vender ou disseminar desinformação — cada vez mais difíceis de distinguir de contas legítimas.
O que muda para quem publica
Além da renomeação do selo, a plataforma descreveu como pretende lidar com contas que não se rotulam voluntariamente. O objetivo é reduzir a ambiguidade: quando um perfil apresentar uma pessoa artificial, o usuário terá um aviso claro de que não está interagindo com alguém real.
A medida se soma a uma pressão regulatória crescente sobre plataformas que hospedam conteúdo sintético — na Europa, por exemplo, a Lei de IA já exige transparência na rotulagem de mídia gerada artificialmente.
Por que isso importa no Brasil
O Brasil é um dos maiores mercados do Instagram no mundo, e o país já registrou casos de perfis falsos de IA usados em golpes e campanhas de engajamento artificial. A mudança de postura da Meta sinaliza que a transparência de conteúdo sintético deixou de ser opcional — e tende a virar padrão de mercado para todas as redes sociais.
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