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Benchmark revela as APIs de inferência mais rápidas para agentes de voz em tempo real

Time to first token é a métrica mais usada para escolher API de voz — e também a mais enganosa. Veja os números e o que otimizar.

Benchmark revela as APIs de inferência mais rápidas para agentes de voz em tempo real

Escolher a API de inferência certa para um agente de voz costuma começar por uma única métrica: o time to first token (TTFT), o intervalo entre enviar a requisição e receber o primeiro token de volta. É também a métrica que mais engana. Um benchmark publicado pelo MarkTechPost mostra por quê: para voz, o TTFT marca apenas o início da geração — mas um modelo de texto-para-fala não consegue “falar” até que uma frase completa chegue. Entre esses dois pontos está a diferença entre um agente que soa natural e um que é interrompido o tempo todo.

Por que o TTFT é o ponto de partida errado

Um agente de voz é, na prática, um orçamento de latência com um modelo de linguagem dentro. Cada etapa gasta milissegundos que o usuário ouve. Para chat, o TTFT conta quase toda a história. Para voz, ele é apenas um termo de uma soma.

O motivo é mecânico: um modelo de texto-para-fala (TTS) não sintetiza meia palavra. Ele precisa de uma oração completa antes de produzir áudio. Por isso a LiveKit criou a métrica time-to-first-sentence (TTFS) — o que o usuário realmente sente. São dois botões, não um: o TTFT controla quando a geração começa, e os tokens por segundo controlam quão rápido a primeira frase se completa. Um provedor que vence em um e perde no outro não parecerá rápido.

O orçamento de latência de uma rodada de voz

Segundo a documentação da LiveKit, uma rodada de voz se decompõe em: reconhecimento de fala (STT) de 100–200 ms, LLM de 300–500 ms com streaming, TTS de 100–200 ms e rede de 50–150 ms via WebRTC. O alvo prático de ponta a ponta fica em 700 ms a 1,2 s. O co-criador do Pipecat, Kwindla Hultman Kramer, recomenda mirar 800 ms de latência mediana voz-a-voz. O tempo de resposta humano em conversa é de cerca de 500 ms — pausas acima de 800 ms começam a soar artificiais.

Os números do benchmark

As tabelas abaixo vêm do leaderboard da Artificial Analysis, recuperado em 30 de agosto de 2026, com workload de 10 mil tokens de entrada.

ProvedorModeloTTFTVelocidade
Basetengpt-oss-120b (high)0,23s266 tok/s
DeepInfraNemotron 3 Ultra0,28s371 tok/s
CohereNorth Mini Code0,32s104 tok/s
ModularGemma 4 31B (NVFP4)0,44s243 tok/s
FireworksNemotron 3.5 Lightning0,46s501 tok/s
Cerebrasgpt-oss-120b (high)0,49s1.697 tok/s
Menor latência de primeiro chunk medida (workload de 10k tokens, mediana em 72h).

A armadilha do throughput

Vendedores de silício otimizam para uma métrica diferente da que os agentes de voz precisam. O exemplo mais claro é o Mercury 2, da Inception: um modelo de linguagem baseado em difusão que gera 770 tokens por segundo, mas cujo primeiro chunk chega em 3,07 s — quatro vezes o orçamento inteiro de LLM de uma conversa natural. Já Cerebras e Groq combinam TTFT respeitável com throughput excepcional, o que é forte para TTFS.

ProvedorModeloTTFT
Amazon BedrockGPT-5.6 Luna (non-reasoning)0,59s
Amazon BedrockGPT-5.6 Terra0,72s
OpenAIGPT-5.6 Luna0,74s
GoogleGemini 3.7 Flash (low)0,84s
AnthropicClaude 4.5 Haiku0,84s
Endpoints proprietários — note o mesmo modelo (GPT-5.6 Luna) a 0,59s no Bedrock e 0,74s na API da OpenAI: hospedagem e roteamento importam tanto quanto os pesos.

As quatro camadas da voz

O benchmark percorre toda a pilha. No STT, a latência não é a velocidade de transcrição, mas quanto tempo depois de o usuário parar de falar o pipeline percebe isso. O Deepgram Flux incorpora a detecção de fim de turno no próprio modelo de reconhecimento, cortando de 200 a 600 ms versus um pipeline STT + VAD tradicional. No TTS, as promessas dos fornecedores divergem do que o usuário sente: o “75 ms” da ElevenLabs Flash v2.5 é apenas tempo de inferência do modelo, sem rede nem buffering do player (comum: 500 ms). No speech-to-speech, o destaque é o Grok Voice Think Fast 2.0 High, com 0,70 s de time-to-first-audio (TTFA) e 97% de raciocínio de fala.

O que levar disso

Quatro conclusões práticas: (1) escolha a métrica que limita a sua arquitetura — com TTS a jusante, otimize TTFS, não TTFT; (2) colocalize antes de otimizar modelos, o que a LiveKit classifica como impacto “muito alto”, acima da escolha do modelo; (3) limite o esforço de raciocínio explicitamente — é a maior alavanca das tabelas (o Gemini 3.1 Flash Live vai de 0,96 s para 2,99 s entre os modos Minimal e High); e (4) meça o p95, não apenas a mediana, porque é na cauda que os agentes de voz quebram.


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Sobre o autorRedação Noticiai

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