Modelos esparsos do tipo Mixture-of-Experts (MoE) se tornaram padrão para rodar modelos grandes com menos computação — apenas um subconjunto de “especialistas” é ativado por entrada. Mas a robustez desses modelos contra ataques adversários (perturbações mínimas na entrada que enganam o modelo) é bem menos estudada do que em redes densas.
A ideia central
O Robust CurveMoE ataca um problema concreto: um modelo geralmente não consegue ser robusto ao mesmo tempo contra perturbações ℓ1, ℓ2 e ℓ∞ (três “normas” de ataque diferentes). A proposta é construir uma “curva” de especialistas candidatos, restringir a seleção pelo pior caso entre as três normas e usar um roteador top-1 que escolhe o especialista mais adequado para cada entrada individualmente.
Resultados
A chamada Union accuracy — a fatia de amostras classificadas corretamente sob as três normas de ataque ao mesmo tempo — cresceu 2,37 pontos percentuais no CIFAR-100 e 2,13 no ImageNet-100 em relação ao melhor baseline (MSD e ERMC). No CIFAR-100, o modelo atingiu 58,34% de acurácia limpa e 18,23% de Union accuracy, com ataques AutoAttack.
O que ainda falta
O trabalho é um preprint sem revisão por pares, e os testes se limitam a CIFAR-100 e ImageNet-100. A melhora é real, porém modesta — o importante aqui é a direção: tratar a robustez multi-norma como capacidades separadas, escolhidas adaptativamente por entrada, em vez de forçar uma única configuração para todos os casos.
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