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Pesquisador da Anthropic revela os primeiros sinais de IA que melhora a si mesma

Artigo da Anthropic mostra pesquisadores automatizados melhorando o alinhamento em 10 de 10 benchmarks — e superando humanos em seis horas.

Pesquisador da Anthropic revela os primeiros sinais de IA que melhora a si mesma

Treinar modelos de IA usando outros modelos de IA virou um objetivo recorrente entre os laboratórios de ponta — e agora um pesquisador do programa de fellows da Anthropic deu o primeiro vislumbre de como isso pode funcionar na prática.

Na sexta-feira (28), a Anthropic publicou um artigo intitulado “Automated Researchers Can Reliably Mitigate Alignment Failures”, detalhando como sistemas de IA conseguem melhorar, de forma confiável, o desempenho de um modelo em um conjunto de benchmarks de alinhamento. Ao receber 10 benchmarks para comportamentos desalinhados específicos, os sistemas automatizados melhoraram o desempenho em todos eles, sem degradar o desempenho geral do modelo.

Como funciona o pesquisador automatizado

Liderado pelo fellow da Anthropic Chen Yueh-Han, o sistema replica boa parte da abordagem tradicional de pesquisa. Cada pesquisador automatizado busca a literatura disponível, propõe um método e treina o modelo usando esse método por 30 minutos, elevando gradualmente a pontuação no benchmark ao longo de várias iterações. Métodos eficazes são preservados e os ineficazes são descartados — o que permite ao sistema operar com rapidez e em larga escala.

“No geral, esses resultados fornecem evidências iniciais de que o pós-treinamento automatizado de alinhamento pode se tornar prático em um futuro próximo”, afirma o artigo.

Superando humanos em seis horas

O artigo não foge da comparação com o equivalente humano. O chamado Automated Alignment Researcher (AAR) supera o que pesquisadores experientes propõem, em média, em seis horas. E há até uma comparação de custo, para quem ainda não estivesse convencido: o AAR custa cerca de US$ 4 por hora em inferência de API, contra os US$ 150 por hora pagos aos pesquisadores humanos.

“O melhor método do AAR supera o que humanos experientes propõem, em média, em seis horas”, diz o artigo. “Direções de pesquisa guiadas por humanos não levam a um desempenho mais forte.”

Um passo rumo à melhoria recursiva

O trabalho é visto como um passo em direção à melhoria recursiva, que muitos consideram o próximo salto significativo no progresso da IA. Se os modelos conseguem melhorar seu próprio treinamento de alinhamento, é plausível que consigam melhorar práticas de treinamento de forma mais ampla — um cenário em que pesquisadores humanos de IA poderiam, eventualmente, se tornar obsoletos.

Limitações honestas

Para ser justo, o artigo também aponta limitações importantes. O sistema automatizado só funciona na medida em que os benchmarks refletem as metas reais de alinhamento — e ainda há trabalho significativo para estabelecer e manter esses benchmarks, além de manter e expandir a literatura da qual os pesquisadores automatizados extraem conhecimento. Os resultados, por enquanto, são evidência inicial, não uma virada de jogo definitiva.


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