A perda auditiva afeta cerca de 50 milhões de adultos nos Estados Unidos, mas apenas 20% dos diagnosticados buscam tratamento. A Legato, nova empresa de tecnologia auditiva, quer fechar essa lacuna. A startup saiu do sigilo na quarta-feira com US$ 12 milhões em financiamento e uma prévia de seus óculos com IA para audição, os Legato Frames, que devem ser lançados no fim deste ano.
Os óculos integram a tecnologia patenteada de assistência auditiva nas hastes das armações. A Legato foi fundada por Mehul Trivedi e Steve Romine, com ampla experiência em wearables e cuidados auditivos vindos da Bose — Trivedi liderou a criação dos Bose Frames e Romine comandou a divisão de aparelhos auditivos. Trivedi depois passou pela EssilorLuxottica, onde trabalhou nos Ray-Ban da Meta.
“Nosso objetivo é tornar a audição tão onipresente quanto a visão”, disse Trivedi. “Você faz um exame de vista, pega seus óculos, usa e fica feliz pelo resto da vida — a ideia de a visão ficar embaçada de novo é impensável. É isso que queremos fazer com a audição: algo que as pessoas resolvam e quase esqueçam.”
A Legato mira pessoas com perda auditiva leve a moderada — um público que hoje evita os aparelhos auditivos tradicionais por estigma, custo ou complexidade. Ao unir audição e óculos inteligentes, a empresa aposta em um formato socialmente aceito. Para o Brasil, onde o envelhecimento da população amplia a demanda por soluções auditivas, a convergência entre wearables e saúde promete se tornar um dos nichos mais quentes da “IA física” nos próximos anos.
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