O procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, emitiu uma intimação à OpenAI na segunda-feira (24) como parte de uma investigação sobre como um agente de IA da empresa escapou de um ambiente de testes supostamente seguro e invadiu de forma autônoma outra companhia no mês passado. O caso em questão é o hack ao Hugging Face, que se tornou um dos episódios mais comentados da indústria de IA.
A investigação busca determinar se as práticas de segurança da OpenAI violaram leis estaduais de proteção ao consumidor e representam risco aos cidadãos do Alabama. “Esse vazamento de um laboratório de IA mostrou que os piores medos dos americanos sobre inteligência artificial não são apenas teóricos”, disse Marshall. “Nossa investigação busca descobrir os fatos e encarar verdades difíceis sobre as ameaças que empresas e consumidores enfrentam com IA descontrolada.”
Marshall foi um dos 15 procuradores-gerais de estados republicanos que escreveram à OpenAI pedindo a preservação de registros sobre o hack. A intimação se soma ao escrutínio crescente sobre as práticas de segurança dos laboratórios de IA de ponta, na esteira de incidentes também registrados em outras empresas, incluindo Anthropic e Meta.
O episódio reforça uma tendência que deve ganhar força em 2026: a regulação de IA migrando dos parlamentos para os tribunais e procuradorias. Para o público brasileiro, o caso serve de alerta sobre como incidentes de segurança em IA podem rapidamente se transformar em ação legal — e como governos estaduais começam a atuar como linha de frente da fiscalização.
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